“Belém não teve um real de investimento do governo federal”, afirma Secretária

A Secretária de Saneamento de Belém, Ivanise Gasparim, concedeu entrevista ao programa MangaCast, no último sábado (26), e falou sobre os principais problemas de Belém, como o déficit de saneamento e os buracos nas ruas da cidade.

Segundo o 14ª edição do Ranking do instituto Trata Brasil, do ano de 2022, Belém ocupa o 96° lugar, com 74% no indicador no atendimento de água urbano; 17,14% de esgoto. Mas os investimentos para ampliar o saneamento aumentaram significativamente na gestão do prefeito Edmilson Rodrigues. Segundo ranking de 2020, ainda na gestão anterior, foram investidos 36,97% da arrecadação do município. Já em 2022, esse investimento passou para 53,15%.

“Há 20 anos, iniciamos (nas gestões anteriores de Edmilson) o Tucunduba e deixamos o projeto para o projeto da Estrada Nova”, afirmou a Secretária durante a entrevista, ao criticar o abandono das gestões anteriores que não executaram obras de macrodrenagem na cidade.

Ainda segundo a Secretária, o canal de descarga que está em fase de conclusão através do Programa de Saneamento da Estrada Nova (Promaben) vai interferir no alagamentos no bairro do Jurunas. E outra obra, também do Promaben que será em breve iniciada, a requalificação do canal da Ilha Bela, vai resolver os problemas na região da Pariquis, na Cremação.

Ela também citou outros projetos de macrodrenagem que a Prefeitura pretende realizar, como a macrodrenagem do Mata Fome, que vai beneficiar os bairros da Pratinha, Parque Verde, São Clemente e Tapanã, e que está sendo negociado o financiamento com o Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata; o projeto de macrodrenagem do Ariri Bolonha, nos bairros da Cabanagem e Tenoné; a requalificação da bacia do Una; e obras de urbanização em Icoaraci.

Uma das reclamações mais frequentes da população é em relação aos buracos nas ruas da cidade. Sobre isso, Ivanise destacou importantes projetos de reestruturação da malha viária, que tem sido realizados pela atual gestão, como a urbanização da Senador Lemos, da Dr. Freitas, José Bonifácio, Padre Euutíquio, e citou também as futuras obras na Mudurucus, na Antônio Barreto na e em vias da periferia de Belém. “A cidade foi construída em cima de uma área alagada, por isso, frequentemente há fuga de materiais. A gente tapa o buraco, mas ele surge novamente, porque é preciso abrir a galeria para refazer o trabalho”.

Para o ano de 2023, a Secretária citou a importante cooperação com o presidente Lula, que tomará posse no dia 1 de janeiro.

“Nós não tivemos um real de investimento do governo federal (no saneamento). Trabalhamos, nos últimos dois anos, com recursos próprios e em cooperação com o governo do Estado. Estamos preparando para apresentar ao governo Lula um projeto de saneamento das principais vias, para diminuir substancialmente o sofrimento das pessoas e mudar um pouco a realidade de Belém”, concluiu Ivanise.

 

 

 

Uma resposta para ““Belém não teve um real de investimento do governo federal”, afirma Secretária”

  1. A população de Belém precisa se livrar logo da ignorância e de preconceitos, para entender a necessidade de colaborar com o poder público no saneamento básico, ou seja, aprender a descartar todo e qualquer tipo de resíduo de forma correta.

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