O flutuante do porto Pelé, localizado no bairro do Maracajá e que dá acesso à região ribeirinha de Mosqueiro, passará por vistoria técnica da Defesa Civil Municipal de Belém, dando início ao processo de reforma completa do espaço. O equipamento construído em ferro, com tamanho superior a quatro metros de diâmetro, se desprendeu da estrutura metálica da rampa de acesso do porto durante a madrugada do último dia 26, quando o local estava vazio.
Segundo testemunhas, ninguém se feriu. O flutuante está com a parte direita no fundo devido à influência da maré, que ultrapassa três metros de altura durante a cheia. O porto é o local de embarque e desembarque de passageiros e cargas que navegam pelo rio Tamanduá, que faz parte da bacia hidrográfica da ilha de Mosqueiro. A vistoria inicial começou na manhã desta quarta-feira, 27, com a presença de representantes da Defesa Civil Municipal, Defesa Civil Estadual e Agência Distrital de Mosqueiro.
Segundo a agente distrital, Vanessa Egla, o porto Pelé já estava cotado para ser totalmente reformado, no âmbito do processo de licitação aberto pela Prefeitura de Belém por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) em dezembro deste ano, visando à contratação de empresa de engenharia especializada em obras de reforma de pontes, portos, viadutos e passarelas do município de Belém.
A previsão, segundo a agente distrital, é que até a primeira quinzena de janeiro de 2024, o processo esteja concluído. “Queremos lamentar esse acidente que, graças a Deus, não registrou vítimas, que é nossa maior preocupação, e anunciar que o local será reformado para garantir segurança aos usuários e moradores aqui das proximidades”, disse Vanessa Egla.
Sucateado – O presidente da Comissão de Defesa Civil Municipal, Claudionor Corrêa, disse que a estrutura do flutuante e a rampa de acesso estão com as estruturas sucateadas e danificadas pela ação do tempo. “São mais de dez anos de uso desses equipamentos, que ficaram sem manutenção por gestões passadas, mas agora a Prefeitura, por meio da Seurb, já havia se adiantado e aberto licitação para contratação de empresa especializada para reformar todo o complexo do porto. Por ora, vamos fazer a vistoria e encaminhar o relatório para as providências cabíveis,com a prioridade de resguardar a segurança e a vida das pessoas”, adiantou.
A Defesa Civil não descarta a possibilidade de interdição do local devido aos riscos de acidente. O porto recebe dezenas de embarcações de transporte de pessoas e de produtos como madeira, açaí e pescado. O porto Pelé também é ponto de embarque e desembarque de professores e alunos da rede municipal de ensino. Segundo a moradora Lauriene Marques, a maioria das famílias da proximidade se utilizam do rio para chegar às casas de parentes e amigos. “Eu tenho meus parentes na região ribeirinha e vou por aqui pelo rio que é mais próximo, agora vamos aguardar o trabalho da prefeitura para voltar ao normal”, disse ela.
A primeira vistoria técnica no porto Pelé contou com a presença do capitão bombeiro Waldemar Souza, da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, que está em Mosqueiro visitando as áreas de risco. “Estamos em Mosqueiro, realizando um trabalho de levantamento técnico das áreas de risco e estamos acompanhando a visita da Defesa Civil Municipal e da agente distrital Vanessa Egla, dando apoio no que for necessário para enfrentar a situação do flutuante do porto Pelé”, explicou o capitão Waldemar Souza.
Vistoria – A vistoria técnica da Comissão da Defesa Civil de Mosqueiro será realizada pela engenheira civil Camila Moura. O laudo que acusará a causa do afundamento parcial do flutuante do porto Pelé será direcionado ao gabinete da PMB para as providências cabíveis. Por enquanto, o local permanece isolado por medida de segurança.








