Pronto-Socorro Mário Pinotti – Foto: divulgação
Uma nova denúncia sobre a situação do Pronto-Socorro Mário Pinotti, o PSM da avenida 14 de Março, em Belém, volta a evidenciar o descaso da Prefeitura de Belém com a saúde do município. De acordo com a Associação dos Servidores Municipais de Saúde de Belém, a Assesmub, a unidade corre o risco de entrar em colapso a qualquer momento devido à falta de pagamento das empresas terceirizadas que prestam serviços essenciais.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 20, pela entidade, que lista uma série de serviços paralisados ou prestes a parar. Na lavanderia, a falta de pagamento da terceirizada já provoca desabastecimento de roupas para o bloco cirúrgico e para os pacientes acamados. Na radiologia e tomografia, os serviços também estão ameaçados de paralisação iminente pelo mesmo motivo. A neurocirurgia, conforme a denúncia, já está parada há oito dias, deixando pacientes graves internados no Centro de Tratamento Intensivo, o CTI, sem reavaliação cirúrgica neurológica.
“Há risco de colapso a qualquer momento”, afirmou um representante da associação.
Esta não é a primeira vez que a unidade hospitalar aparece em meio a denúncias de precariedade. Nos últimos meses, servidores e usuários relataram situações como falta de coleta de lixo, falta de água potável e comida servida com larvas. Os servidores da saúde apontam o atual prefeito de Belém, Igor Normando, do MDB, como o principal responsável pela situação.
A situação do PSM também tem desdobramentos na Justiça. Em dezembro do ano passado, a Justiça Federal determinou que a Prefeitura de Belém mantivesse o pronto-socorro em pleno funcionamento. Na ocasião, a juíza federal Hind Ghassan Kayath, da 2ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Pará, suspendeu as Chamadas Públicas nº 02 e 03/2025 da Secretaria Municipal de Saúde, a Sesma. Os editais previam a “paralisação integral das atividades” e a “interdição do prédio” para transferência dos serviços de urgência e emergência à iniciativa privada.
A decisão liminar atendeu a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal, pela Defensoria Pública da União e por conselhos profissionais da saúde contra o Município de Belém e a União.








