O ano de 2021 (com o desemprego ultrapassando os dez pontos percentuais e uma inflação fechando na mesma casa) carregava grandes entraves econômicos, resquícios dos piores períodos da pandemia iniciada em 2020, quando as medidas sanitárias recomendavam a restrição de circulação de pessoas e da política econômica praticada pelo então governo federal. Foi nesse cenário que, em três anos, a Prefeitura de Belém conseguiu mudar a vida de pelo menos 18 mil famílias na capital do Estado.
Cristiane Correa Braga, de 38 anos, dona de casa, sustenta sozinha dois meninos, um de 8 e outro de 10 anos. Cristiane conta que os anos da pandemia foram os piores que passou com as crianças.
“As vendas que eu fazia caíram muito, a gente não podia ir para a rua vender os nossos produtos e eu fiquei realmente achando que ia chegar o dia de não ter o que dar para os meus filhos comerem”, relembra com angústia a dona de casa. “Quando o prefeito Edmilson assumiu e falou do Bora Belém, eu entrei logo em contato com o pessoal do CRAS, que sempre dá uma força pra gente, e quando o meu cadastro foi aprovado foi uma vitória, um alívio”, celebra a moradora do bairro do Jurunas.
Assim como Cristiane, outras mães celebram o momento em que foram incluídas no programa. Andreza Cunha, de 31 anos, também moradora do Jurunas, conta que sem o auxílio esses dois anos teriam sido ainda mais difíceis.
“Eu sou uma mãe solteira, que luta para criar os dois filhos, sem ajuda nenhuma dos pais deles, então eu me viro fazendo diárias de faxinas, mas não posso me empregar porque não tenho com quem deixar meus filhos, e aquele período da pandemia foi muito, muito difícil, porque as pessoas não queriam que a gente fosse para a casa delas, então eu fiquei ainda mais agoniada. Aí quando o prefeito Edmilson assumiu e a gente pôde receber a ajuda do Bora Belém, eu fiquei muito mais aliviada”, conta a faxineira.
Política de Governo
O Programa Bora Belém foi um compromisso de campanha assumido pelo Prefeito Edmilson Rodrigues para atender a pessoas afetadas pela fome durante a pandemia, quando o número de vítimas de insegurança alimentar chegou a 30 milhões no país. São mais de R$ 5 milhões investidos por mês no programa realizado em cooperação com o Governo do Estado.
“É uma escolha, eu poderia ter escolhido investir esse recurso em outra área, mas a fome, ela é urgente. Eu não me sentiria um bom administrador se abandonasse esse povo à própria sorte. Então, eu honrei o compromisso assumido na campanha e hoje o número de pessoas beneficiadas enche mais de um mangueirão. São pessoas que não precisam mais passar fome”, explica o prefeito Edmilson Rodrigues.
Inserção no Mercado de Trabalho
O presidente da Fundação Papa João XXIII, Alfredo Costa, conta que, apesar do fim da pandemia declarado pelas autoridades de saúde, muitas vagas de trabalho foram extintas e pais e mães de família continuam desempregados, com dificuldades de garantir o próprio sustento.
“Por isso, outro desafio assumido no atendimento social das famílias do Bora Belém é a busca pela inserção dos beneficiários no Mercado de Trabalho. Em uma ação municipal integrada, o Programa Donas de Si, do Banco do Povo, disponibiliza cursos profissionalizantes em diversas áreas para incentivar a geração de renda e oportunidades de emprego”, conta Alfredo.
Renda
O Bora Belém é uma política municipal de renda e combate à fome, com previsão de atender a até 22 mil famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, 18 mil famílias são beneficiadas. O benefício de R$ 500 é destinado a mães solo, que têm quatro ou mais filhos; R$ 350 para quem tem três ou dois filhos; e R$ 200 para quem possui um filho.








