A tarde desta quinta-feira, 18, foi histórica para Belém com a apresentação do novo sistema de gestão de resíduos sólidos da capital paraense. Após 14 anos, Belém vai poder contar com um novo sistema de coleta, tratamento adequado à legislação ambiental, entre outros aspectos que devem transformar em um modelo moderno e eficiente.
A cerimônia foi realizada no Palácio Antônio Lemos e contou com a presença do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, do presidente da Ciclus Amazônia, Luiz Gomes e várias autoridades.
“Esse sistema é uma revolução, pois Belém mudará completamente com essa nova coleta e tratamento. A Prefeitura realizou um estudo minucioso e baseado neste estudo foi realizada a licitação. Agora temos uma empresa que vai fazer esse trabalho intenso de coleta, além de atuar com os catadores”, explicou o prefeito Edmilson Rodrigues.
O prefeito também aos agradeceu aos representantes da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Câmara Municipal de Belém (CMB), Ministério Público do Estado (MPE), Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Tribunal de Justiça do Estado (TJE), entre outras instituições presentes na cerimônia.
Novo modelo, moderno e sustentável
Durante a coletiva de imprensa, que apresentou o novo sistema de gestão dos resíduos sólidos, a gestão municipal explicou como o novo modelo será implantado ainda este ano de 2024 pela empresa Ciclus Amazônia, formada a partir do consórcio vencedor da licitação municipal, composto pelas empresas Terraplena Ltda, CS Brasil e Promulti Engenharia e Infraestrutura e Meio Ambiente Ltda.
Serão 90 dias para a nova empresa se instalar efetivamente. A concessão tem o objetivo de gerar aproximadamente 3 mil postos de trabalho na capital.
“A Ciclus está empenhada em entregar a Belém o melhor sistema de coleta de resíduos possível. A população pode esperar uma total dedicação ambiental”, destacou o presidente da Ciclus Amazônia, Luiz Gomes.
Novo sistema será responsável por receber quase 3 mil toneladas de resíduos por dia
A concessão será em modelo de Parceria Público-Privada (PPP) e o contrato tem 30 anos de duração. A empresa será responsável pela coleta, varrição, implantação de ecopontos, recuperação da área do Aurá e implantação de novo aterro sanitário bioenergético, com capacidade para receber, por dia, mais de 2,95 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos. Tudo será de responsabilidade do novo sistema gerido pela Ciclus Amazônia. O contrato prevê um investimento de R$ 926 milhões ao longo dos 30 anos.
Cooperativas
O prefeito Edmilson Rodrigues explicou que as cooperativas de catadores terão uma atenção especial com o modelo de gestão dos resíduos da capital paraense. Atualmente, existem 12 cooperativas em Belém e que conseguem coletar apenas 2% do que é produzido pela população. Com o novo sistema, a meta, em três anos, é ter 10 vezes mais o número de cooperativas e atingir 20% de coleta de material reciclável.
“As cooperativas serão parte do novo sistema e mais valorizados. Essa é a nossa estratégia e está previsto na licitação. O consórcio terá a obrigação de valorizar as cooperativas e novas poderão surgir e mais trabalhadores poderão atuar”, explicou Edmilson Rodrigues.
Todo esse processo se iniciou em 2021, com estudos profundos, lembrou a titular da Secretaria Municipal de Saneamento, Ivanise Gasparim. “Recebemos uma cidade onde há 13 anos não recebia concorrência para o lixo. Fizemos um estudo de dois anos, com equipes da Sesan, estudiosos daqui do Pará e de fora do estado. Foi este estudo que baseou todo esse sistema que está sendo apresentado hoje”, ressaltou a secretária.
Via Agência Belém









A respeito de todas as tentativas do segmento mais nocivo da oposição ao prefeito Edmilson Rodrigues, finalmente foi possível a continuidade dessa excelente iniciativa da PMB. O sucesso na consecução dos objectivos no novo sistema de gestão dos resíduos sólidos dependerá, entre outros fatores, da efetiva adesão e participação ativa da população, situação que somente poderá ser alcançada com a implementação de um programa de educação ambiental sério, permanente e massivo (dirigido a toda a população); notadamente no uso correto dos mencionados ecopontos. Até agora, não vi nenhuma referência a essa ação, no conteúdo do novo sistema. A matéria alude à recuperação da área do antigo Aterro do Aurá. Como uma possibilidade interessante de aproveitamento dessa área, gostaria de lançar uma ideia não original, mas inspirada na exuberância da beleza paisagística do Parque Keukenhof, da Holanda (há muitas imagens disponíveis na internet para consulta); em que predominam inúmeros canteiros floridos, com espécies endêmicas de clima temperado, e outros recursos paisagísticos. No Aurá, seria o caso de implantar um parque público em que todos os canteiros seriam ocupados por espécies de flores endêmicas da flora amazônica (há muita diversidade no clima tropical), e ladeados por árvores de médio porte e copas não muito espessas (talvez da espécie Ipê Branco para compor um harmonioso contraste com o multicolorido dos canteiros), para filtrar os raios solares, e proporcionar suave sombreamento. Além dos canteiros floridos (com regulares serviços de manutenção, para evitar espécies daninhas e manter a beleza paisagística), aleias destinadas a mobilidade dos visitantes; e vários outros elementos paisagísticos, como lagos ornamentais com chafarizes, pontes, e guarnecidos com plantas aquáticas tipo vitória-régia (_Victoria amazônica_), mururé (_Pistia stratiotes L._) e outras que gerem flores; além de caramanchões, cascatas, portais, esculturas temáticas, topiaria, labirinto, entre outros elementos. Ademais, para melhor contemplação panorâmica, poderia ser instalada uma torre com elevador e um sistema de teleférico. E seria disponibilizado um serviço de passeios em triciclos para a mobilidade de pessoas com dificuldade de locomoção. Como mais uma forma de ampliar o conhecimento científico e gerar renda, poderia ser instalado um centro de estudos de genética aplicada à botânica, para a produção de novas espécies híbridas de de flores.