Ecoponto da Mineira, no Rio de Janeiro. Foto: Prefeitura do Rio
Em entrevista ao Bom Dia Pará, nesta quarta (21), o chefe de gabinete da Secretaria de Saneamento de Belém, Vitor Ximenes, explicou como vão funcionar os 20 Ecopontos que serão instalados na cidade pela Prefeitura junto a nova empresa responsável pela limpeza, coleta e tratamento de resíduos.
“O Ecoponto como está sendo pensado é diferente do ponto de entrega voluntário, que eram aquelas lixeiras verdes instaladas em praças. O Ecoponto será uma estrutura de 400 m², onde terão contêineres tanto para reciclagem quanto para resíduos inertes, que seriam resíduos da construção civil”, explicou Ximenes.
Segundo ele, a Prefeitura de Belém já identificou 204 pontos de descarte irregular de lixo na cidade. “Fizemos alguns estudos e o raio médio de atuação do Ecoponto é de 2 km. Então, o cidadão vai até o Ecoponto se ele estiver até 2 km dele. Os Ecopontos serão instalados em pontos estratégicos, onde a maioria dos pontos de descarte irregular estão presentes. E os demais pontos de descarte irregular, que a gente tem monitorado, vai ser feita uma intensa fiscalização, inclusive com prisão”.
Antes disso, a gestão municipal vai realizar junto a população campanhas de conscientização e de orientação. “Para que a comunidade seja uma parceira. E que a gente possa caminhar juntos para solucionar esse problema”, conclui Ximenes.
Pessoas que descartam lixo de forma irregular podem responder pelo crime que consta no art. 54 da Lei de Crimes Ambientais n° 9605/1998, de maior potencial ofensivo, podendo seus autores serem presos e autuados em flagrante.









Uma sugestão o ideal em Belém, seria a construção nos bairros ,das usinas de reciclagem para captacao do lixo produzido, geraria empregos e os bairros ficariam livre dos descartes de lixo irregulares.
A mencionada campanha de conscientização precisa começar com a maior brevidade possível, e deve transmitir educação ambiental, de forma permanente e massiva, de modo a desenvolver na sociedade do senso de pertencimento e comprometimento em relação ao patrimônio público; e com conteúdos periodicamente renovados.
As ações de educação ambiental esporádicas e pontuais se mostraram sem efeito expressivo, porquanto, não conseguiram provocar mudanças no comportamento da maioria da população, que continua praticando hábitos irracionais, primitivos e inadequados quanto à produção e descarte de resíduos sólidos.