Prefeito de Belém deu entrevista ao portal Bt Mais nesta terça (30), e falou sobre obras da prefeitura e a decisão da conselheira do TCM Ann Pontes, que barrou a compra de ônibus elétricos com ar-condicionado em Belém
Em entrevista ao portal de notícias belenense BT Mais, o prefeito de Belém Edmilson Rodrigues tratou sobre diversos assuntos de importância à cidade, como as obras do Ver-o-Peso, do Mercado de São Brás, e do Parque Urbano do Igarapé São Joaquim, todas realizadas pela prefeitura de Belém.
Além destes assuntos, Edmilson tratou também sobre um tema que teve grande repercussão nas últimas semanas em Belém: a compra de ônibus elétricos, que foi barrada por decisão deferida pela conselheira Ann Pontes, do Tribunal de Contas dos Municípios- TCM.
Ao ser perguntado sobre a decisão, o prefeito afirmou que não quer “crer que foi uma orientação política”, e que a conselheira “merece o meu respeito” embora, “talvez nunca tenha andado de ônibus”.
O prefeito enfatizou que , diante da crise climática, a necessidade de compra de ônibus elétricos é obvia. “O mundo todo sabe que a crise climática é uma realidade. O mundo todo presencia catástrofes no mundo inteiro (…). O mundo inteiro está vendo a necessidade de mudar a matriz energética”, disse o prefeito, referindo-se ao fato de que os ônibus elétricos usam fonte de energia considerada sustentável, pois não emitem gases nocivos na atmosfera.
O prefeito disse ainda estar certo de que o TCM voltará atrás em sua decisão. “O TCM e a drª Ann Pontes, ela merece o meu respeito, ela tem toda a possibilidade de refazer o voto dela”, disse Edmilson. Ele também descreveu os benefícios dos ônibus elétricos que serão comprados: monitores de segurança, acesso à pessoas com deficiência, wi-fi, ar-condicionado, zero emissão de dióxido de carbono (gás causador do efeito estufa) e sem barulho, segundo o mandatário.
Assista a entrevista na íntegra









Aparentemente, a mencionada conselheira, a julgar pelo argumento exarado para embasar sua decisão; desconhece a crise climática mundial, e a realidade do transporte público por ônibus em Belém.
Na verdade, a proximidade das eleições municipais, e as interações políticas entre gestores públicos estaduais e agentes públicos de tribunais; tornam fortemente suspeita de motivação política a decisão da referida conselheira.