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Ainda nem bem começaram os trabalhos, e a CPI contra os ônibus elétricos comprados pela Prefeitura de Belém, instalada nesta quarta-feira (28), já mostra a que veio. É que os vereadores que assinaram pela CPI são os mesmos que votaram contra a instalação de ar-condicionado nos ônibus da capital, incluindo o então vereador Igor Normando (MDB), indicado pela família Barbalho para concorrer à Prefeitura, e próprio presidente da Câmara, o vereador John Wayne, também do MDB.

Para observadores atentos, a tal CPI destina-se a tentar reverter o desgaste que a decisão do TCM causou sobre o MDB e seu candidato, depois do impedimento de circulação e compra de novos ônibus elétricos.

O argumento de um suposto “superfaturamento” não se sustenta, já que os veículos possuem o mesmo preço dos comprados pelo governo do estado (cerca de 3 milhões de reais), com a única diferença de que sobre os do Governo não incide o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), enquanto que sobre os da Prefeitura sim, por determinação do próprio governo do Estado, que curiosamente não concedeu isenção do imposto à Prefeitura de Belém.

Para a deputada Lívia Duarte (Psol-Pa), que tem se posicionado publicamente sobre o assunto, o TCM estaria se comportando como um braço do MDB, um braço do governador nessas eleições, numa evidente manobra política para tentar influenciar no resultado do pleito deste ano.

 

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