Rua F, no bairro do Tapanã, é uma das vias beneficiadas com o Programa de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Mata Fome (Prommaf).
A Prefeitura de Belém apresentou, em março deste ano, no auditório do gabinete da Prefeitura, o Programa de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Mata Fome (Prommaf). A iniciativa visa transformar a infraestrutura urbana dos bairros Tapanã, Pratinha, Parque Verde e São Clemente, através da construção de 8.387 quilômetros de canais, beneficiando diretamente cerca de 100 mil pessoas. Além da macrodrenagem, o projeto inclui a construção de moradias, píeres, praças, ciclovias e áreas de lazer.
Contudo, o candidato à prefeitura Igor Normando demonstrou desconhecimento sobre o andamento desta obra fundamental para a cidade. Em entrevista ao JL1 desta terça-feira, 17, Normando disse que iria “fazer a licitação da obra” – que já está, inclusive, em andamento. Normando também não fez menção ao Prommaf, cuja relevância se destaca pela sua capacidade de eliminar alagamentos e promover melhorias urbanísticas. O Prommaf, que também abrange obras complementares como a construção de unidades habitacionais e pavimentação de vias, recebeu R$ 132.700.262,69 do PAC Seleções e está orçado em R$ 143.945.062,69, incluindo contrapartida municipal.
A criação do Prommaf envolveu a participação comunitária e contou com investimentos significativos, incluindo um financiamento de mais de 60 milhões de dólares, obtido do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).
O desconhecimento de Igor Normando sobre uma obra tão crucial para a infraestrutura e qualidade de vida em Belém levantou preocupações, entre eleitores e seus marqueteiros, sobre o que ele sabe e o que não sabe do que acontece na periferia da cidade.







