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Na última quinta-feira (14), em Baku, capital do Azerbaijão e sede da 29ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP29, o Engajamundo —uma organização brasileira de jovens ativistas pelo clima— entregou o “Troféu Cara de Pau” ao governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Barbalho tem sido criticado por ambientalistas que o acusam de “greenwashing” — um termo em inglês que pode ser traduzido como “lavagem verde” ou “maquiagem verde”, uma estratégia de marketing para criar uma aparência de defensor do meio ambiente, o que não se sustenta na prática.
A ação da organização chamou atenção para o Estado que lidera as estatísticas de violência contra defensores dos direitos humanos e ambientais, e é marcado por atividades de garimpo ilegal, mineração predatória, grilagem e desmatamento. Lideranças ambientalistas e de direitos humanos vem questionando sua “agenda ambiental”, especialmente em temas como a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, considerada uma contradição ao compromisso com a mitigação da crise climática, que exige a redução do uso de combustíveis fósseis. Também há preocupação sobre os negócios envolvendo o mercado de carbono no Pará.
O assunto repercutiu através do jornal Folha de S. Paulo, que também fez referência ao discurso racista feito por Helder Barbalho na COP29, no qual afirmou que os povos indígenas e quilombolas dependentes do mercado de carbono para garantir o sustento e a dignidade. O governador também vem sendo denunciado por organizações de povos e comunidades indígenas, quilombolas e de direitos humanos, por fechar a venda de milhões de créditos de carbono sem realizar o consentimento livre, prévio, informado e de boa-fé com as comunidades, previsto pela OIT 169, disse o jornal.
Assim, o “Troféu Cara de Pau” representa uma crítica às inconsistências da gestão de Helder Barbalho, destacando o paradoxo entre a imagem que tenta construir de si mesmo, que se autodenomina “Governador Verde”, e as políticas estaduais que, segundo ativistas, reforçam um modelo ultrapassado e excludente, que ignora as vozes daqueles que estão na linha de frente da defesa ambiental.
“Barbalho é uma figura controversa atrelada á defesa da mineração do Agronegócio no Estado, além de estar atrelado a uma família oligárquica que domina a política paraense há décadas e tem várias denúncias ligadas à grilagem de terras”, afirmou a organização Engajamundo.









O troféu é uma ótima tradução do governo de Helder barbalho, é um governo mascarado e de péssima entrega, no seu governo não foi dado o reajuste do salário mínimo a ninguém, e abandonou a cultura do estado, o orçamento do governo foi travado no segundo semestre, a maioria dos órgãos está sem poder desenvolver suas ações por falta de orçamento.
Governo de faz de contas!