Fiocruz aponta tendência de aumento de casos nas próximas semanas. Foto: Tony Winston/Agência Brasília
O boletim semanal InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (7) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), traz dados até 1º de março e coloca o estado do Pará em nível de risco em relação à incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O estado também apresenta sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo. O mesmo se aplica à capital, Belém.
A SRAG é uma complicação marcada por grande dificuldade para respirar, sensação de peso no peito e queda no nível de saturação, entre outros sintomas. O tratamento precisa de hospitalização.
O boletim identifica ainda “manutenção da tendência de crescimento” do número de casos de SRAG em crianças e adolescentes até 14 anos. De acordo com a pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, a volta às aulas é um dos motivos desse aumento nas últimas semanas.
>> As localidades que estão em nível de alerta ou risco são:
Risco (os limiares de Risco e Alto Risco apontam que os casos estão em patamares elevados e muito elevados, respectivamente)
- Roraima
- Pará
- Goiás
- Tocantins
- Distrito Federal
Alerta (sinaliza uma atividade acima do nível moderado, mas ainda abaixo do considerado alto)
- Amazonas
- Mato Grosso
- Rondônia
- Sergipe (único fora do Norte e Centro-Oeste)
Casos em 2025
Em 2025, o país soma 16 mil casos de SRAG, sendo 34,3% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Os vírus identificados são:
Sars-CoV-2 (causador da covid-19): 46,2%
Rinovírus: 23,6%
VSR: 15%
Influenza A: 6,1%
Influenza B: 2,5%
Em relação às mortes, foram 1.338 registros por SRAG em 2025, sendo 636 (47,5%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.
Em 81% dos casos, o vírus causador foi o Sars-CoV-2.
A pesquisadora Tatiana Portella recomenda que, especialmente neste momento pós-carnaval, pessoas que apresentem sintomas de gripe e resfriado fiquem em casa em isolamento. Ela recomenda também que todos mantenham o esquema vacinal completo contra a covid-19.
“Mas, se precisar sair, use uma boa máscara. Nesta época também é importante evitar visitar crianças pequenas sem uso de máscara, já que esse grupo é mais vulnerável a vários tipos de vírus de transmissão respiratória”, diz.
Com informações da Agência Brasil.








