Foto: VideoReprodução

Uma ação, realizada na tarde desta terça-feira (10) por agentes de trânsito de Belém, vinculados à Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (SEGBEL), está chamando a atenção por suspeita de irregularidade.

A operação, que visava a apreensão e remoção de veículos com placas adulteradas, além de motocicletas fora dos padrões permitidos, acabou sendo alvo de questionamentos. Isso porque o próprio veículo, o carro guincho utilizado na fiscalização, apresentava indícios de adulteração na placa registrada na cidade de Mãe do Rio, a 197 km de Belém, lanterna danificada e, ainda mais grave, os servidores não tinham uma Ordem de Serviço para comprovar a legalidade das ações.

Conforme o artigo 311 do Código Penal, placa adulterada configura infração grave, passível de multa e apreensão do veículo — regra que, em tese, deveria ser do conhecimento da SEGBEL. Além disso, para ilustrar os abusos que vem sendo cometidos em blitz pela cidade, foi revelado que uma das motocicletas apreendidas estava com o IPVA em dia.

As operações estão sendo denunciadas como uma suposta “máfia do reboque”, um esquema envolvendo empresa contratada sem licitação, com ligação direta com integrantes da gestão do prefeito de Belém, Igor Normando (MDB). O caso foi denunciado pelo vereador Mayky Vilaça.

 

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