O Governo Federal, por meio da Itaipu Binacional, investiu R$ 312,2 milhões na obra da Doca. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta quinta-feira, 2 de outubro, a agenda de visita às obras integradas para a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), entre elas, a requalificação do canal da Doca.
“Para cuidar do planeta Terra, a gente começa cuidando da cidade onde vai ser a COP. Então, a gente resolveu construir uma parceria com o Estado do Pará. É um grande investimento que nós estamos fazendo junto com o governo do Estado e com a cidade, porque a gente quer tratar do povo para poder, quando a COP terminar, o povo usufruir de todos os benefícios que foram feitos aqui”, ressaltou Lula.
“Os estrangeiros vão embora, a cidade vai ficar, e as obras que foram feitas aqui vão ficar para quem? Para o povo da cidade de Belém, que merece isso e um pouco mais”, completou.
Lula demonstrou estar convicto de que a Conferência, além de deixar um legado para a população, vai mostrar para o mundo a potência que é o Brasil. “Nós vamos virar motivo de orgulho para o mundo a partir dessa COP. A partir dela, ninguém vai ter mais dúvida de que o Brasil não deve nada a nenhum país do mundo e de que o Brasil é soberano na tomada das nossas decisões. E aqui, quando a gente resolve trabalhar, governo municipal, governo estadual e governo federal, juntos, ninguém consegue segurar”, afirmou.
A obra do canal da Doca, na Avenida Visconde de Souza Franco, foi realizado om recursos do Governo Federal, por meio da Itaipu Binacional, que investiu R$ 312,2 milhões. São 24 mil metros quadrados de área construída e requalificada, distribuídos ao longo de 1,2 quilômetro de canal.
Entre as ações no canal, foram instaladas novas comportas, e executou-se trabalho de infraestrutura para coleta e correta destinação do esgoto gerado nas imediações, que era despejado no canal da Doca sem tratamento adequado.
O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, destacou que é possível aliar desenvolvimento econômico e cuidado com o meio ambiente. “O investimento socioambiental é a marca da Usina porque é a marca do governo Lula. O senhor provou que é possível fazer desenvolvimento econômico, respeito ao meio ambiente e, mesmo assim, ter um alto resultado financeiro. É possível, com a COP, mostrar ao mundo que nós temos um país que produz energia limpa, barata, que respeita o ser humano, e faz da energia um grande instrumento de desenvolvimento econômico e inclusão social”, afirmou.

INVESTIMENTOS DO BNDES – O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, informou que o Banco soma R$ 14,2 bilhões em financiamentos para o Pará desde 2023. “São projetos estratégicos para o Estado. Nós, por exemplo, aprovamos esta semana mais de R$ 200 milhões para fazer o saneamento universal de toda a Barcarena. Fizemos investimentos em usinas de gás para alavancar o crescimento da indústria da economia e em centros de pesquisa, desenvolvimento e tecnologia que vão trazer mais conhecimentos e mais oportunidades”, declarou.








