Veículos adquiridos com recursos federais, pela gestão do ex-prefeito Edmilson Rodrigues, ficaram quase um ano parados e agora serão usados para transportar participantes do evento. Foto: Reprodução

Após deixar os ônibus elétricos encostados no Terminal Mangueirão, desde o início da sua gestão, e ainda disseminar informações falsas de que os “ônibus não teriam porta”, Igor Normando (MDB) decidiu recolocá-los em circulação para atender turistas e delegações que participarão da COP30, em novembro de 2025.

Os veículos foram comprados pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL) com recursos do Novo PAC, programa do governo federal, e chegaram a Belém em julho de 2024. Na época, por determinação do Tribunal de Contas do Município (TCM), os ônibus foram impedidos de circular, sob a contestada alegação de que o preços estariam acima do valor de mercado, mesmo tendo o mesmo preço dos adquiridos pelo governo do Pará. A decisão, que foi denunciada na época como uma “manobra política”, e acabou sendo revertida diante do desgaste político.

Agora, o plano da atual gestão é usar os ônibus para transportar os participantes da conferência do clima. Os pontos de embarque para os participantes da COP30 serão exclusivos e identificados com totens ou wind banners, atendendo também aos visitantes hospedados nos navios MSC Seaview e Costa Diadema, que servirão como acomodações oficiais durante o evento.

Os participantes credenciados na Blue Zone terão à disposição um sistema gratuito e dedicado, com 15 linhas de ônibus e 250 veículos. Além dos elétricos adquiridos pela Prefeitura de Belém, a frota contará com ônibus comprados pelo governo do Pará para o BRT Metropolitano, que também seguem sem uso.

No total, o Novo PAC garantiu R$ 133,5 milhões para a aquisição de 213 ônibus, sendo 30 elétricos e o restante com tecnologia de baixa emissão de gases poluentes. Grande parte desses recursos e dos veículos segue sem uso, o que expõe a falta de prioridade da atual gestão com o transporte público e a sustentabilidade urbana, e seu desrespeito pela população que utiliza diariamente precisa se deslocar na cidade.

 

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