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Edmilson Rodrigues rebateu Igor Normando. Foto: Reprodução

A gestão do prefeito Igor Normando (MDB), em entrevista coletiva nesta quarta-feira (15) voltou a disseminar desinformações sobre a crise na saúde pública de Belém, na tentativa de atribuir à gestão anterior, encerrada em dezembro passado, o atraso dos salários e verbas rescisórias de profissionais que estão há quatro meses sem receber. Evidentemente, versão que não se sustenta em pé diante da realidade, e que foi duramente rebatida pela assessoria do ex-prefeito Edmilson Rodrigues.

Em nota oficial divulgada após a coletiva, a equipe do ex-prefeito rebateu as declarações. O texto é incisivo ao afirmar que a “gestão de Igor Normando lava as mãos” e comete “uma ofensa à inteligência da população” ao tentar transferir responsabilidades. A nota destaca que já se passaram dez meses do atual mandato que Igor “volta a não assumir a responsabilidade que cabe exclusivamente ao prefeito”.

“A gestão é continuada, mas o primo do governador volta a não assumir a responsabilidade que cabe exclusivamente ao prefeito, assumindo um discurso que falseia a realidade”, diz um trecho da nota, em uma crítica direta ao prefeito e a seu parentesco com o governador do estado, Helder Barbalho (MDB).

Contexto de Crise e Fiscalização do MPF

Os serviços de saúde de Belém tem vivido momentos de extrema gravidade, o que tem atraiu a atenção do Ministério Público Federal (MPF). No início de outubro, o órgão emitiu uma dura recomendação a esferas de poder federal, estadual e municipal, alertando que a rede de saúde da capital não está “minimamente preparada” para atender a demanda durante a COP30, que trará à cidade cerca de 50 mil pessoas em novembro de 2025.

Além da preocupação com o evento internacional, o MPF já havia apontado em outra ação, falhas da prefeitura na fiscalização dos contratos com as Organizações Sociais (OS) que administram as unidades de saúde. Conforme o órgão, há deficiências tanto na execução contratual quanto no acompanhamento de verbas públicas federais destinadas ao SUS.

A crise salarial culminou, conforme a nota da assessoria de Edmilson, com a troca da Organização Social que gerenciava as UPAs, uma decisão tomada pela atual gestão emedebista.

Enquanto a população sofre com a precarização dos serviços e os profissionais da saúde aguardam por pagamentos que estão atrasados há quatro meses, a Prefeitura tenta mais uma vez se esquivar da responsabilidade.

Nota pública

A gestão de Igor Normando lava as mãos ao imputar à gestão anterior o calote aplicado nos servidores das UPAs. São vários meses de pagamentos atrasados das diversas categorias de trabalhadores da saúde, que culminaram com a troca da Organização Social (OS) que administrava esses espaços, por decisão da gestão emedebista.

Passados 10 meses do atual mandato à frente da Prefeitura de Belém, a tentativa de imputar a responsabilidade ao mandato anterior é um ofensa à inteligência da população. A gestão é continuada, mas o primo do governador volta a não assumir a responsabilidade que cabe exclusivamente ao prefeito, assumindo um discurso que falseia a realidade.”

Assessoria de Edmilson Rodrigues

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