Foto: Amarilis Marisa/Divulgação

O público de Belém tem até este domingo, 8 de fevereiro de 2026, para visitar a exposição Amazônia, do fotógrafo Sebastião Salgado, em cartaz no Museu das Amazônias. Em seus últimos dias de visitação, a mostra convida, quem ainda não percorreu o espaço ou deseja reviver a experiência, a mergulhar em uma das exposições mais emblemáticas já realizadas na capital paraense.

Entre os destaques estão os ambientes de projeção que combinam imagens em movimento e trilhas sonoras especialmente concebidas para a exposição. Um deles apresenta paisagens amazônicas ao som do poema sinfônico Erosão – Origem do Rio Amazonas, de Heitor Villa-Lobos.

Outro espaço reúne retratos de povos indígenas acompanhados por uma composição original de Rodolfo Stroeter. A criação sonora geral da mostra leva a assinatura do músico francês Jean-Michel Jarre, construída a partir de sons captados na própria floresta.

Nos vídeos exibidos ao longo do percurso, lideranças indígenas compartilham seus testemunhos, reforçando a dimensão política e contemporânea da exposição, que aborda a Amazônia como território vivo, ameaçado, mas também como espaço de resistência, conhecimento e futuro.

Entre imagens e sons, numa experiência imersiva

Instalada no espaço que inaugurou oficialmente o Museu das Amazônias, às vésperas da COP 30, a exposição se consolidou como um ponto de encontro entre arte, ciência, memória e debate ambiental. Ao longo dos últimos meses, recebeu visitas mediadas, ações educativas e um fluxo contínuo de público interessado em conhecer a Amazônia a partir do olhar sensível e rigoroso de Salgado.

Resultado de sete anos de expedições fotográficas pela Amazônia brasileira, a exposição registra terra, água e ar, revelando paisagens, rios, montanhas e o cotidiano de 12 comunidades indígenas. Muitas das imagens são inéditas para o público e evidenciam uma Amazônia ainda pouco conhecida, marcada pela força da natureza e pela engenhosidade de seus povos.

Além de mais de 200 imagens em grande formato, o percurso expositivo incorpora filmes e projeções audiovisuais que ampliam o impacto das fotografias, criando uma narrativa sensorial sobre a floresta, seus rios, suas paisagens e os povos indígenas retratados ao longo de sete anos de expedições.

Amazônia conta com patrocínio global master da Zurich Seguros, patrocínio master do BNDES e Fundo Amazônia e patrocínio Ouro do Itaú, com produção da Maré Produções. Apoio Institucional: Ernst & Young e Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) e Parceria Institucional: Museu das Amazônias, Museu Goeldi e Governo do Pará.

A realização é do Ministério do Turismo e Esporte, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Ministério da Cultura – Governo Federal – Brasil União e Reconstrução.

Com entrada gratuita, Amazônia se despede do público de Belém como uma exposição que abriu diálogo diretamente com o momento histórico vivido pela cidade no contexto da agenda climática global e por oferecer uma experiência estética que articula fotografia, cinema, som e reflexão.

Serviço

Exposição: Amazônia – Sebastião Salgado
Local: Museu das Amazônias – Porto Futuro II, Belém (PA)
Visitação: até domingo 8 de fevereiro de 2026
Horário: 10h às 18h (última entrada às 17h)
Entrada: gratuita

 

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