Foto: Reprodução Redes Sociais
É a operação mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, com 64 vítimas, até o momento, incluindo quatro policiais. A Megaoperação tinha por objetivo desarticular uma facção criminosa, e tinha como alvo nomes considerados estratégicos. O número de presos chegou a 81, muitos deles de uma facção criminosa do Pará, escondidos no Rio. Mais de 75 fuzis, além de pistolas e granadas foram apreendidos na ação até agora.
Um relatório de inteligência da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen), de dezembro de 2024, mostra que a facção carioca hoje atua em 23 estados. Essa expansão fez do Rio de Janeiro um local buscado por criminosos de outros estados, seja pela facilidade de se esconderem ou por ser o estado de origem da facção.
“Essa expansão do Comando Vermelho, em alguns estados, principalmente pra região norte e nordeste é uma tendência por ser uma organização criminosa que se caracteriza por ser territorialista. Há talvez um interesse nessas regiões por serem regiões de fronteira com outros países, fronteira seca mas também pegando ali a costa do nosso Oceano Atlântico”, disse o diretor de Inteligência Penitenciária da Senapen, Antônio Glautter, quando da divulgação do estudo.
Com a operação realizada desde a madrugada de hoje (28) nos Complexos do Alemão e da Penha, zona norte da cidade, criminosos da facção criminosa receberam ordens para provocar um caos na capital carioca, com o fechamento de principais vias da cidade.
PEC da Segurança Pública está parada na Câmara deste abril
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, no mês de julho deste ano, e desde então, segue parada.
A proposta é resultado de um amplo debate conduzido pelo MJSP e contou com a contribuição de governadores, secretários de segurança pública, especialistas e a sociedade civil. Ela busca consolidar um modelo estruturado, coordenado e com financiamento garantido. Os chefes dos Executivos locais tiveram a oportunidade de fazer sugestões ao longo de, pelo menos, cinco encontros entre o ministro da Justiça e Segurança Pública e os consórcios regionais e nacional dos entes federados.
Com informações da Agência Brasil e G1 Rio.








