Distribuição de imagens do prefeito em prédios públicos pode indicar promoção pessoal com uso da estrutura do Estado. Foto: Enviada por denúncia.

Com a imagem desgastada por sua política marcada pelo desmonte de serviços públicos e pela retirada de direitos históricos do funcionalismo – medidas reunidas no chamado “pacote de maldades”, que desencadearam uma greve de servidores que já ultrapassa 50 dias – o prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), decidiu priorizar gastos com sua própria autopromoção dentro das repartições públicas.

De acordo com denúncia feita por servidores, quadros com a fotografia do prefeito estariam chegando a escolas da rede pública de Belém (e possivelmente a outros órgãos da administração municipal), com a orientação de que sejam afixados nas paredes das unidades imediatamente. “Este gestor tem uma necessidade permanente de se exibir”, criticou um servidor da prefeitura, sob condição de anonimato.

A prática é considerada irregular e pode caracterizar promoção pessoal de agente público com uso de recursos e estrutura da administração, e até motivar investigação por improbidade administrativa.

Em meio à greve dos servidores e ao desgaste provocado pelo chamado “pacote de maldades”, suspenso por ação judicial de iniciativa das vereadoras Marinor Brito e Vivi Reis, ambas do PSOL, a iniciativa é um contrassenso e reforça a impressão de um gestor mais preocupado com sua própria imagem do que em resolver os conflitos que atravessam a cidade e a vida dos belenenses.

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