Zohan Mamdani, prefeito eleito de Nova York, EUA – Foto: reprodução

Por Aldenor Junior

Amanheceu e o café da manhã de Donald Trump teve o gosto azedo da derrota. A maior derrota nesses quase 11 meses de mandato. Apanhou feio e não apenas em Nova York, a maior e mais emblemática cidade dos Estados Unidos.

Pouco ou nada adiantou o bufão da Casa Branca esbravejar. Pediu votos para o candidato Andrew Cuono (um democrata de direita que, derrotado nas prévias, resolveu disputar como independente) e naufragou junto com ele.

Qual o significado da vitória do primeiro socialista a governar Nova York? Qual o peso simbólico e político dessa gestão que fará contraponto à escalada autocrática de Trump e seus asseclas?

Há muito que caminhar. Não será uma trajetória isenta de riscos e de muitas ameaças. Zohan Mamdani é uma estrela ascendente. Tem vigor, coragem e sabe onde quer chegar.

O mundo estará de olho.

A conquista nas urnas – tanto em Nova York quanto em diversas localidades que também impuseram derrotas eleitorais ao trumpismo -sinaliza que é possível abrir um caminho alternativo, enfrentando de igual para igual a onda ultraconservadora e seus arroubos supremacistas.

O momento é de celebração, para ganhar mais confiança na possibilidade de vencer uma guerra que está apenas dando seus primeiros passos.

*Aldenor Junior é jornalista

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