Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia reúne em Belém empreendedores, investidores e lideranças tradicionais para debater caminhos da bioeconomia e da economia de baixo carbono durante a COP-30. Foto: Divulgação

Começou nesta segunda-feira (10), no Campus de Direito do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), em Belém, o Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA COP30), considerado o maior evento da região dedicado à inovação e à economia verde. O festival reúne mais de 300 participantes, entre empreendedores, investidores, lideranças comunitárias, representantes da sociedade civil, academia e poder público, em uma intensa programação de painéis, feiras, trocas de saberes e networking.

Com o lema “Onde fazer fala mais alto”, o FIINSA propõe debater estratégias, oportunidades e desafios para um desenvolvimento sustentável e inclusivo, destacando o protagonismo dos povos da floresta e o papel dos negócios de impacto na transição para uma economia de baixo carbono.

O FIINSA nasce da Amazônia para o mundo. Aqui, quem vive e empreende na floresta mostra que é possível unir conservação, inovação e desenvolvimento. Nosso objetivo é mostrar que existe um ponto de virada para os negócios de impacto e para a economia de baixo carbono”, destacou Juliana Teles, cofundadora do Impact Hub Manaus e uma das organizadoras do evento.

Abertura e Programação

A programação foi aberta às 9h, na sala Terra Firme, com o painel “Da Amazônia para o mundo: soluções reais para uma economia de baixo carbono”. Em seguida, o painel “Quem senta à mesa: equilibrando forças no ecossistema amazônico” abordou a importância de incluir diferentes vozes na construção da bioeconomia.

À tarde, as atividades se dividem entre a sala Igapó e a sala Terra Firme. Na Igapó, os temas em destaque são:

“Cadê a indústria da Amazônia?” (14h)

“Se a bioeconomia é o caminho, por que ela ainda tropeça?” (15h30)

“O que está funcionando? Caminhos reais para a autonomia econômica” (17h15)

Já na Terra Firme, ocorrem as rodas de conversa:

“Negócios no ritmo da floresta: como crescer sem atropelar culturas?” (14h)

“E quem fica? Juventude e os futuros das economias amazônicas” (15h30)

“Pontos cegos da nova economia da Amazônia: em que não estamos prestando atenção?” (17h)

Entre os nomes confirmados estão Ilana Minev (Bemol), Cláudio Puty (Distrito de Inovação em Bioeconomia de Belém – DIBB), Joanna Martins (Manioca), Luiz Brasi Filho (Rede Origens Brasil), Laura Motta (Mercado Livre), Joana Oliveira (WRI Brasil) e Valcleia Lima (Fundação Amazônia Sustentável – FAS).

Um festival que nasce da Amazônia

O FIINSA é uma realização do Idesam e do Impact Hub Manaus, com correalização do CESUPA. Conta com patrocínio do Fundo Vale, Soros Economic Development Fund, Bemol, CNP Seguradora e Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) da Suframa. O evento tem apoio do Instituto Sabin, Bezos Earth Fund, CDP e Amazon Investor Coalition, além de parceiros como Projeto Saúde e Alegria, Assobio, Rede Amazônidas pelo Clima (RAC), Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Conexsus, Instituto Arapyaú e Casa Amazônia.

O festival segue até o final do dia com uma série de debates, exposições e conexões estratégicas, consolidando Belém como um dos principais polos de articulação entre investimentos, inovação e saberes tradicionais na Amazônia.

🔗 Mais informações: https://fiinsa.org.br

Deixe um comentário