O presidente do PL-PA, Joaquim Passarinho, o ex-senador Mário Couto (pré-candidato ao governo do estado) e Ronaldo Passarinho (centro). Foto: Divulgação/Mário Couto
Em meio as tensões internas no Partido Liberal (PL), sobre as próximas eleições presidenciais, a reação no Pará à indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como eventual candidato à Presidência da República tem sido, no mínimo, discreta. A posição do presidente estadual da legenda, deputado Joaquim Passarinho, contrasta com o fervor esperado entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A indicação teria sido formalizada pelo próprio Bolsonaro nesta sexta-feira (5). No entanto, em vez de registrar o fato nacional, Passarinho optou por dar destaque em suas redes sociais à sua assinatura em uma Proposta de CPI da Secretaria de Comunicação Social do governo federal (Secom), de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN).
Na mesma linha, o ex-senador Mário Couto não só ignorou a indicação nacional, como fez questão de registrar seu encontro com o deputado Passarinho: “Estive hoje com o Presidente Estadual do PL, Deputado Joaquim Passarinho. Conversamos sobre nossa pré-candidatura ao Governo do Estado. Fiquei muito feliz em encontrar seu tio, homem que me lançou na vida pública, o senhor Ronaldo Passarinho. Vamos seguir com fé, garra e coragem!”
O silêncio da cúpula partidária no estado contrasta veementemente com a manifestação do ex-líder da legenda no Pará, deputado Eder Mauro. Considerado um “bolsonarista raiz” e afastado da direção estadual em agosto após desentendimentos, Mauro foi enfático em suas redes sociais: “Toda e qualquer decisão do Presidente Bolsonaro é soberana. E reafirmo: aqui no Pará, toda e qualquer candidatura da direita deve estar alinhada com o Presidente #Bolsonaro. Nenhum projeto pessoal pode se sobrepor à liderança de quem dedica a própria vida pelo nosso país”.
A divergência nas posturas evidencia uma fratura local. Enquanto a atual direção, representada por Passarinho, mantém um perfil discreto, a ala bolsonarista mais fiel, agora à margem do comando, reafirma lealdade incondicional ao ex-presidente e seu projeto nacional.








