As investigações apuram a possível prática dos crimes de corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, crimes licitatórios, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Igapó para investigar a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. O grupo seria composto por agentes públicos e privados e teria como objetivo o desvio de recursos públicos no Pará.
Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no estado do Pará e no Distrito Federal. O relator do caso na Corte é o ministro Flávio Dino.
Entre os alvos da operação está o deputado federal Antônio Doido (MDB-PA). As investigações apuram a relação do parlamentar com um grupo investigado por saques milionários realizados em agências bancárias no Pará. Em junho deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia aberto investigação sobre o caso.
Segundo a Polícia Federal, os recursos desviados por meio de fraudes em processos licitatórios teriam sido utilizados para o pagamento de vantagens indevidas e para a ocultação de patrimônio, com indícios de práticas de lavagem de dinheiro. Durante o cumprimento dos mandados, policiais federais encontraram aparelhos celulares no apartamento funcional do deputado. Os dispositivos teriam sido arremessados pela janela no momento da ação policial.
As investigações apuram a possível prática dos crimes de corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, crimes licitatórios, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
No início de dezembro, a Justiça Eleitoral declarou Antônio Doido inelegível por oito anos, em decisão relacionada a abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024.












