Marinor Brito reforça cobrança por votação de projetos voltados às mulheres na Câmara de Belém – Foto: reprodução/CMB
Durante pronunciamento na sessão desta quarta-feira na Câmara Municipal de Belém, a vereadora Marinor Brito voltou a cobrar publicamente a tramitação e a votação de projetos de lei de interesse das mulheres que, segundo ela, permanecem parados há mais de um ano no Legislativo municipal. A parlamentar afirmou que seguirá utilizando a tribuna para denunciar o que classificou como um processo de invisibilização das pautas femininas dentro da Casa.
Ao comentar a apreciação de um projeto apresentado por outro vereador, Marinor destacou que a presença das mulheres na política precisa ser reconhecida não apenas simbolicamente, mas também na formulação de políticas públicas. “Todas as vezes que eu usar o microfone desta Casa eu vou cobrar”, afirmou, ao denunciar que mais de 30 projetos apresentados por vereadoras seguem sem avançar entre setores internos da Câmara, mesmo tratando de temas urgentes como violência doméstica, abuso infantojuvenil, vulnerabilidade social e proteção econômica para mulheres em Belém.
Segundo a parlamentar, a demora na tramitação contrasta com a rapidez com que matérias enviadas pelo Poder Executivo são apreciadas no plenário. Para Marinor, a falta de celeridade demonstra uma resistência institucional em reconhecer a importância das propostas construídas pelas mulheres do parlamento municipal. “Aprovem ou rejeitem, mas nos deem o direito de ter esses projetos votados”, declarou.
A vereadora lembrou que a discussão sobre a necessidade de acelerar essas pautas começou ainda em março de 2025, mas até agora apenas dois projetos entraram na pauta de votação entre dezenas que aguardam deliberação. De acordo com ela, a situação expõe um descompasso entre o discurso de defesa dos direitos das mulheres e a prática adotada pelo Legislativo.
Marinor também criticou a ausência de diálogo entre a presidência da Câmara e as vereadoras para tratar da agenda feminina. Segundo ela, pedidos de audiência para discutir o andamento das propostas não resultaram em medidas concretas para destravar os projetos. Para a parlamentar, a paralisação das matérias impede que a cidade avance em políticas públicas capazes de garantir dignidade, proteção e direitos às mulheres de Belém.
Ao encerrar o pronunciamento, a vereadora reafirmou que continuará cobrando a votação das propostas até que os projetos deixem de permanecer engavetados. “A gente precisa avançar em políticas sociais para as mulheres em Belém”, concluiu.








