Pesquisa do AtlasIntel, realizada antes do polêmico “pacote da maldade”, mostra gestão de Igor Normando em 19º lugar. Greve geral do funcionalismo está marcada para janeiro. Foto: reprodução
Uma pesquisa nacional divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto AtlasIntel revela que o prefeito de Belém, Igor Nomando (MDB), está entre os gestores das capitais brasileiras com pior avaliação. O levantamento, que mediu a percepção sobre todas as prefeituras das capitais, coloca Nomando na 17ª posição em um ranking de aprovação entre 26 prefeitos. Quando o critério é a avaliação específica da gestão, a posição de Belém cai para a 19ª colocação.
Os números, coletados entre 6 de outubro e 5 de dezembro com 82.781 entrevistas (sendo 1.377 em Belém), mostram um cenário de desgaste para o prefeito: 43% dos belenenses reprovam sua administração, enquanto 42% aprovam e 15% não souberam ou não opinaram. A análise detalhada da gestão expõe um panorama ainda mais crítico: apenas 19% dos entrevistados consideram a administração “ótima” ou “boa”. Para a maioria, 47%, o desempenho é “regular”, e um significativo 32% avalia como “ruim” ou “péssima”.
Veja o ranking de avaliação dos prefeitos de capitais do País:


Contexto de Tensão
Os dados da pesquisa foram coletados em um momento anterior à apresentação, à Câmara Municipal, do polêmico projeto de lei conhecido como “pacote da maldade”. A proposta autoriza a atualização do valor venal dos imóveis com base no mercado, medida que na prática resulta em aumento real do IPTU e elevação do custo do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) na compra e venda de propriedades.
Além do impacto tributário, o pacote inclui mudanças que afetam diretamente as carreiras do funcionalismo público municipal, com a redução de direitos históricos da categoria. A medida já gerou forte reação e motivou a aprovação de uma greve geral dos servidores municipais, marcada para o mês de janeiro de 2025.
O cenário sugere que os índices de avaliação do prefeito, já desfavoráveis no período da pesquisa, podem enfrentar pressão adicional diante da controvérsia gerada pelo novo pacote de medidas e da iminente paralisação do serviço público.








