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Belém, PA – Uma nova crise interna abalou a Assembleia de Deus no Pará nesta semana, resultando em protestos e em uma divisão pública entre fiéis e a liderança nacional da denominação. O pastor Marcelo Campelo foi removido de forma repentina da liderança da AD Doca, uma das congregações mais tradicionais de Belém, pelo pastor Samuel Câmara, presidente da Convenção das Assembleias de Deus no Brasil (CADB).
O estopim para a destituição teria sido uma denúncia pública feita por Campelo em suas redes sociais. O pastor criticou a suposta locação do centenário Centro de Convenções da Assembleia de Deus em Belém por R$ 2 milhões para uso durante a COP 30, conferência climática da ONU sediada na capital paraense, em novembro passado. A postura de questionamento aberto à gestão financeira da convenção teria motivado sua saída forçada.
O pastor Samuel Câmara esteve pessoalmente na AD Doca para empossar o novo dirigente, mas o culto de posse terminou em confusão. Ao perceberem que a mudança na liderança seria imposta, a grande maioria dos membros presentes levantou-se e abandonou o templo em sinal de protesto e desaprovação.
Do lado de fora, centenas de fiéis se reuniram em apoio a Marcelo Campelo. O grupo realizou orações e entoou louvores, clamando por justiça e transparência na administração da igreja. As cenas, divulgadas pelo portal Fuxico Gospel, mostram a tensão e a comoção dos congregados.
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