Centro de Convenções das Assembleias de Deus, em Belém — Foto: Divulgação

BELÉM – O Governo do Pará pagou R$ 1,9 milhão líquidos à Assembleia de Deus pela locação do Centro de Convenções Centenário durante a Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada em novembro de 2025. A informação baseia-se em registros do Portal da Transparência do estado.

Conforme o extrato do Contrato nº 69/2025 – SETUR, publicado no Diário Oficial em 14 de outubro de 2025, o valor global acertado foi de R$ 2 milhões. A diferença de R$ 100 mil entre o valor contratado e o efetivamente pago é atribuível a retenções tributárias ou descontos legais.

Os dados de execução orçamentária mostram que o desembolso ocorreu em etapas entre outubro e novembro de 2025. O sistema registra três ordens bancárias de R$ 950 mil e um estorno (lançamento negativo) de R$ 950 mil, totalizando o valor líquido de R$ 1,9 milhão. O estorno, seguido de reemissão no dia seguinte, indica uma correção administrativa interna — procedimento comum na gestão pública para ajustes de dados bancários ou contábeis.

O espaço foi utilizado entre 17 e 21 de novembro de 2025 para abrigar o “Pavilhão Pará Municípios”, que apresentou projetos de bioeconomia e vitrines municipais durante a conferência.

Além da questão financeira, a locação do templo para o evento gerou controvérsia interna na Assembleia de Deus. A realização de apresentações culturais no local foi considerada por fiéis como “prática pagã”, o que levou a protestos e à saída de pastores dissidentes, abalando a denominação liderada pelo pastor Samuel Câmara.

À época, um dos mais críticos foi o pastor Marcelo Campelo, que fez uma sequência de publicações após a divulgação de vídeos em que o local aparece com estandes decorados e grupos dançando. “A pura profanação contra o sagrado”, escreveu o religioso.

Com informações do O Fuxico Gospel

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