Foto: Divulgação

O curta-metragem Quem Quer? segue ampliando o diálogo com o público sobre identidade indígena, pertencimento e invisibilização nos centros urbanos. A obra será exibida nesta sexta-feira, 30 de janeiro, às 19h, na sede do Instituto Sonhar e Construir, no bairro Guajará I, em Ananindeua (PA). A sessão é gratuita e aberta ao público — é só chegar.

Dirigido por Célia Maracajá e com roteiro de Porakê Munduruku, o filme se constrói como um manifesto audiovisual sobre o apagamento do pertencimento étnico-racial de indígenas que vivem fora de territórios demarcados, realidade compartilhada por milhares de pessoas nas periferias urbanas do país.

A narrativa acompanha Dandara, jovem indígena “desaldeada”, interpretada por Jessica Lorena, que nasceu e cresceu na periferia urbana e se vê diante de um dilema simbólico e concreto: afirmar sua ancestralidade indígena ou disputar uma vaga no ensino superior, representada pela universidade pública. O conflito expõe as barreiras impostas a indígenas urbanos, cuja identidade é constantemente questionada, negada ou silenciada fora da aldeia.

Ao acompanhar a trajetória da personagem, Quem Quer? tensiona a ideia de quem “pode” ou “não pode” reivindicar sua identidade indígena no contexto urbano, evidenciando os atravessamentos do racismo, da exclusão institucional e da precarização da vida nas cidades.

Com linguagem direta e assumidamente política, o curta dá visibilidade a uma experiência ainda pouco retratada no cinema brasileiro: a dos indígenas urbanos, que resistem para manter vivos seus vínculos culturais mesmo diante da negação sistemática de seus pertencimentos. A força do filme está justamente no fato de a direção e o roteiro partirem de uma perspectiva indígena, garantindo densidade, legitimidade e potência ao debate proposto.

Serviço

O quê: Exibição do curta-metragem Quem Quer?
Quando: Sexta-feira, 30 de janeiro
Horário: 19h
Onde: Instituto Sonhar e Construir (Tv. We Sessenta e Oito, 1792 – Cj Guajara I, Ananindeua) 
Quanto: Gratuito
Classificação: Livre
Entrada: Aberta ao público – é só chegar

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