Deputados do PL no Pará, Joaquim Passarinho, Éder Mauro e Kaveira. Fotos da Câmara dos Deputados.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou a empresários em São Paulo que o partido atuará para barrar no Congresso a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo que garante apenas uma folga semanal ao trabalhador.

A declaração foi feita durante evento do grupo Esfera Brasil. Segundo Valdemar, a proposta seria prejudicial ao país e ao setor produtivo. Ele classificou a mudança como “uma bomba para o país” e disse que a legenda trabalhará para impedir o avanço da medida.

Estratégia é evitar votação

De acordo com Valdemar, a pressão política será para que o tema nem chegue a ser votado. Ele avaliou que parlamentares podem ter dificuldade em se posicionar publicamente contra o fim da escala, mas indicou que o PL tentará travar a tramitação.

“É difícil um cidadão que é candidato a deputado federal ou a senador votar contra [o fim] da escala 6×1, mas nós vamos trabalhar para não deixar votar”, afirmou.

O movimento contra a proposta reúne entidades empresariais. O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, defendeu “barrigar”, ou seja, protelar, a análise da PEC, que classificou como danosa à economia. Segundo ele, eventuais custos adicionais tenderiam a ser repassados ao consumidor.

Governo Lula apoia mudança

A proposta de acabar com a escala 6×1 é considerada prioridade do governo federal para 2026. O texto já foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), o que destravou a tramitação.

A expectativa mencionada nos bastidores é de votação no plenário até maio, próximo ao Dia do Trabalho. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que o partido admite negociar um modelo intermediário, como a escala 5×2, sem redução salarial e com limite de 40 horas semanais.

Enquanto parte do empresariado aponta risco de aumento de custos e possível impacto no emprego, experiências de empresas que já reduziram a jornada indicam ganhos de produtividade e queda em faltas e afastamentos por doença, segundo reportagem citada pelo UOL.

Com informações do UOL.

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