Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Um documento com anotações manuscritas do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vem causando burburinho nos corredores políticos. As informações, divulgadas inicialmente pela Folha de S. Paulo e confirmadas por outros veículos, como CNN Brasil e Metrópoles, detalham as estratégias do Partido Liberal para a montagem dos palanques estaduais nas eleições de outubro.
O material, intitulado “Situação nos Estados”, foi produzido durante uma reunião na sede do PL em Brasília na última terça-feira (24). Flávio Bolsonaro imprimiu um rascunho com o cenário dos 26 estados e do Distrito Federal e fez diversas observações à mão, que vão desde nomes de candidatos até avaliações pessoais sobre alianças.
Cenário no Pará
No Pará, as anotações indicam um cenário em aberto para a sucessão estadual. De acordo com o documento, os nomes do ex-senador Mário Couto (PL) e do ex-governador Simão Jatene (sem partido) são considerados eventuais candidatos aliados ao governo do estado. Em um trecho da anotação, Flávio Bolsonaro destaca o nome do prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, identificando-o como membro do PSB e fazendo uma observação política: “anti-Helder”, em referência à oposição ao atual governador Helder Barbalho (MDB).
Para uma das vagas ao Senado, a anotação destaca o nome do Delegado Éder Mauro (PL), com a observação de que “há chance de fazer 1 senador nesse palanque”. No mesmo esboço, consta também o nome do deputado federal Joaquim Passarinho (PL), atual presidente da legenda no estado.
Outros estados e controvérsias
As anotações de Flávio não se limitam ao Pará e revelam um verdadeiro “raio-x” das articulações nacionais do PL. Em resposta ao vazamento, Flávio Bolsonaro minimizou o caráter decisório do papel, afirmando que os nomes listados são “sugestões coletadas de bases regionais” e não imposições da cúpula.










