Foto: Oswaldo Forte/Comus

A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta sexta-feira (13/3), ressalta que, em nível nacional, todas as unidades da Federação, exceto Tocantins, mantêm sinal de crescimento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 9. Entre elas, 12 estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) até a Semana 9 – Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Ceará e Sergipe.

O cenário aponta ainda, que o número de casos de SRAG apresenta sinal de aumento nas tendências de longo (últimos três meses) e de curto prazo (últimas seis semanas). A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, chama atenção que esse cenário tem sido impulsionado principalmente pelo aumento das hospitalizações pelos rinovírus, VSR e influenza A.

Estados e capitais

O aumento dos casos de SRAG em grande parte dos estados citados tem sido impulsionado pelo rinovírus, principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. A influenza A também tem contribuído para o aumento de SRAG em muitos estados das regiões Norte (AP, PA, RO) e Nordeste (exceto AL e SE), além dos estados do Rio de Janeiro e de Mato Grosso.

Em relação às capitais, 15 das 27 apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 09: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Boa Vista (RR) Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Recife (PE) e São Luís (MA).

Medidas simples de prevenção podem reduzir a transmissão de vírus respiratórios como o rinovírus e a influenza A. Entre as principais recomendações estão lavar as mãos com frequência, utilizar álcool em gel quando não houver água e sabão, evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais, manter ambientes bem ventilados e cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar. No caso da influenza A, a vacinação anual segue sendo a forma mais eficaz de proteção contra casos graves. Os sintomas mais comuns dessas infecções incluem febre, tosse, coriza, dor de garganta, espirros, dor no corpo, dor de cabeça e cansaço. Em crianças, podem ocorrer também chiado no peito e dificuldade respiratória, sinais que exigem atenção médica, especialmente quando há piora do quadro.

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