Ex-ministro do Turismo, Celso Sabino – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O troca-troca partidário no Pará chega ao fim guardando um segredo: qual o destino de Celso Sabino?
Por Aldenor Junior
As últimas peças no tabuleiro da política paraense se movimentam. O destino partidário de Celso Sabino, segredo guardado a sete chaves, pode confirmar a lendária frase atribuída ao deputado cametaense, Gerson Peres: “na política do Pará, até boi voa”.
Se o desfecho do mistério for o que se especula, verdadeiras manadas sobrevoarão o cenário partidário paraense, às vésperas do fechamento da janela de filiação.
Celso Sabino, que perdeu o controle do União Brasil em dezembro após ter se mantido fiel ao governo Lula, anunciou que se filiará no sábado, 4, último dia do prazo. Detalhe: a festa está convocada sem fornecer a informação básica, ou seja, para qual partido migrará o deputado e ex-ministro do Turismo que aparece como uma das mais competitivas candidaturas ao Senado?
A informação repassada nos bastidores dá conta de um recuo de Sabino, que abriria mão de disputar uma vaga no Senado para dizer sim a um suposto convite de Helder para ser vice de Hana Ghassan.
Uma jogada de mestre? Mas, para quem?
Sem desmerecer a possibilidade do Pará assistir a esse voo bovino acrobático em pleno Sábado de Aleluia, a questão que fica sem resposta é muito simples: ao ceder a vice para Sabino e na hipótese de Hana ser vencedora, Helder estaria alojando no núcleo de poder um “inimigo íntimo”?
Nesse desenho de última hora, os cardeais do MDB enterrariam uma mina terrestre em seu próprio quintal. Isto porque até as pedras de lioz da Praça da República sabem que Hana só encabeça a chapa do MDB por não representar o menor risco de criar um grupo próprio e prejudicar o retorno de um membro da família Barbalho em 2030.
Com Celso Sabino em uma posição tão estratégica é óbvio que tal garantia se transformaria em um sonho de uma noite de inverno amazônico.
Convém, portanto, segurar a ansiedade e assistir, ao vivo e em cores, as cenas finais de filme cujo enredo não tem nada de edificante.
Aldenor Junior é jornalista








