Secretária de Saúde de Belém, Dyjane Chaves Amaral, e Igor Normando (MDB). Fotos: Reprodução. 

A crise no atendimento de neurocirurgia no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14, em Belém, segue sem solução, semanas depois de denúncias da Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA) e do Conselho Regional de Medicina (CRM-PA), sobre a interrupção do atendimento por falta de pagamento aos médicos. Segundo informações do jornalista João Paulo Guimarães, antes que o cenário se agravasse, a Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA) tentou agir.

Em 16 de março de 2026, um ofício foi encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Dyjane Chaves Amaral, solicitando informações sobre a paralisação do serviço, eventuais débitos com os profissionais e quais medidas emergenciais estavam sendo adotadas. A reposta, segundo João, foi o silêncio. O mesmo ocorreu após o Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) alertar para o risco iminente à população com a interrupção da neurocirurgia.

Cinco dias depois, em 21 de março, o adolescente Elon Guilherme Soares, de 15 anos, morreu enquanto aguardava um leito de UTI com suporte neurocirúrgico. Diante da falta de respostas por parte da Sesma, a Defensoria protocolou um mandado de segurança contra “ato ilegal omissivo” da responsável pela pasta, Dyjane Chaves dos Santos Amaral.

“Quem é o culpado pela morte do adolescente?”, questiona o jornalista, que levanta possíveis responsabilidades a serem apuradas, como eventual omissão administrativa, violação do direito fundamental à saúde, além de desdobramentos nas esferas civil, administrativa e até penal.

João Paulo também mostra que, segundo lei aprovada em 2025, a saúde municipal conta com orçamento de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, sendo R$ 926 milhões em transferências do Ministério da Saúde apenas neste ano. Mesmo assim, serviços essenciais deixam de funcionar.

“Fica a pergunta: a Prefeitura de Belém, dos Centeno Normando, só trabalha quando é obrigada por ordem judicial?”, conclui o jornalista, lembrando da decisão que obrigou a Prefeitura a retomar a Restaurante Popular que garante alimentação às populações socialmente vulneráveis de Belém.

Confira o vídeo: 

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