Foto: Reprodução

Em cartaz há mais de três meses, a exposição Uma Belém no Olhar de Alguém entra em sua reta final no Centro Cultural Banco da Amazônia, realizando no dia 29 de abril, às 17h, a mesa “Ações curatoriais”.

Participam do debate, o curador da exposição, o artista visual Emanuel Franco, e a pesquisadora Deyseane Ferraz, responsável pelo texto curatorial, cuja atuação se insere em um campo de construção compartilhada de narrativas expositivas.

A iniciativa propõe um deslocamento do foco: das imagens para os bastidores da exposição. O encontro também vai abordar os dispositivos de mediação cultural que atravessam a experiência expositiva, elementos muitas vezes invisíveis, mas fundamentais para a construção de sentido por parte do público.

A exposição foi concebida como uma homenagem aos 400 anos de Belém, articulando imagens do cotidiano, do patrimônio histórico e das paisagens ribeirinhas. A proposta partiu da construção de um panorama que desse conta da diversidade de experiências urbanas, reunindo tanto fotógrafos com trajetórias consolidadas quanto novos olhares.

“Essa produção fotográfica é extremamente relevante no nosso Estado e merece ser cada vez mais valorizada”, destaca o curador.

Deyseane entende o texto curatorial como uma instância de mediação. É ele que tensiona, organiza e, sobretudo, amplia os sentidos das imagens diante do público. “O texto não se limita à descrição, ele constrói uma linguagem capaz de mobilizar o espectador para a proposta curatorial”, afirma.

A partir de uma leitura atenta dos acervos selecionados, seu trabalho buscou identificar camadas de sentido que atravessam as fotografias, não apenas como registros visuais, mas como interpretações da cidade. Nesse processo, cada artista é entendido como um intérprete singular de Belém, alguém que recorta, reorganiza e devolve ao público uma experiência própria do espaço urbano.

Essa abordagem se aproxima de uma leitura que considera diferentes temporalidades da cidade: Belém como herança, como permanência e como transformação. “Trata-se de olhar a cidade para além da superfície da imagem, compreendendo as dinâmicas históricas e culturais que estruturam esse território”, aponta.

Ao longo de sua programação paralela, a mostra já promoveu três mesas redondas com fotógrafos participantes, criando um espaço de escuta e troca sobre processos criativos e percursos profissionais. No último encontro, realizado no dia 11 de abril, também foi lançado o catálogo da exposição, consolidando o projeto como registro desse conjunto de visões sobre Belém.

A mostra, que reúne 35 imagens de 21 fotógrafos paraenses, vai se despedindo do público com uma programação que amplia o debate sobre os modos de olhar e narrar a cidade. A entrada é gratuita, mas com vagas limitadas. Garanta a sua, preenchendo o formulário de presença: https://forms.gle/wAhx3DWEzWFw6r2p6.

A iniciativa é uma realização do Governo Federal, com patrocínio do Banco da Amazônia. Onde tem patrocínio, tem Governo do Brasil.

Serviço
Exposição: Uma Belém no Olhar de Alguém
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia (CCBA) – Belém
Encerramento: 3 de maio de 2026.
Mesa redonda: Ações curatoriais
Data: 29 de abril (quarta-feira)
Horário: 17h
Entrada: gratuita
Formulário de inscrição: https://forms.gle/wAhx3DWEzWFw6r2p6

Patrocínio: Banco da Amazônia
Realização: Governo Federal. Onde tem patrocínio, tem Governo do Brasil.

 

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