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Uma reunião marcada para esta sexta-feira (8), com a Defensoria Pública e o Ministério Público, para discutir a situação das obras do Programa de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Mata Fome (PROMMAF), acabou cancelada pela segunda vez pela gestão Igor Normando (MDB). O encontro deveria reunir moradores atingidos pelas obras, a Prefeitura de Belém e a coordenação do PROMMAF.
Diante da negligência e falta de transparência da gestão, os moradores decidiram realizar um protesto na próxima segunda-feira (11), a partir das 8h, na Rodovia Arthur Bernardes, com a Paulo Guilherme. A cobrança é pela continuidade das obras, pela apresentação de um cronograma atualizado e por respostas concretas.
Segundo os organizadores, o ato servirá “para que a gente dê o nosso grito, a nossa mensagem sobre a paralisação das obras, a falta de água constante, a falta da defesa civil visitar nossas áreas. O povo precisa gritar para chamar atenção”.
O PROMMAF conta com recursos viabilizados ainda na gestão do ex-prefeito Edmilson Rodrigues, e vai beneficiar os bairros da Pratinha, Tapanã, Parque Verde e São Clemente. São cerca de R$ 300 milhões em crédito do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), destinados à macrodrenagem, além de quase R$ 144 milhões do PAC Seleções, do governo Lula, para obras complementares.
Entre essas intervenções estão previstas a construção de 208 unidades habitacionais, pavimentação de vias, estação de tratamento de esgoto e ações de regularização fundiária no bairro da Pratinha.
Enquanto a gestão municipal se omite, famílias seguem convivendo com os impactos das chuvas e da falta de infraestrutura. A cada novo temporal, moradores sofrem com os alagamentos, perdas materiais, e o desgaste emocional de viver sob a insegurança de não saber quando a Prefeitura vai, enfim, começar a trabalhar.








