Bacia do Mata Fome. Foto: Ag. Belém

Por Aldenor Junior

Belém sofreu como nunca os efeitos de um inverno muito rigoroso. Desde o início do ano, com um pico em meados de abril, a capital foi maltratada por chuvas acima da média histórica. Milhares de desalojados e prejuízos que afetaram as condições de vida de famílias que já atravessam o calvário de um cotidiano repleto de vulnerabilidades.

Se faltam políticas públicas que atinjam a raiz do problema, crescem as promessas, com um inconfundível sabor de engodos pré-eleitorais.

A situação da Bacia do Mata Fome é emblemática. A Prefeitura faz e refaz promessas de que as obras de macrodrenagem começarão em breve. Enganação total. Após 17 meses de gestão, Igor Normando (MDB) sequer contratou os projetos executivos de uma obra que herdou da administração do ex-prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL) com mais de R$ 300 milhões em caixa e com todas as providências técnicas realizadas para que a intervenção de requalificação do rio urbano fosse deslanchada em poucos meses.

Com a proximidade da quadra eleitoral, e com o fim do período mais chuvoso, que ninguém se assuste com a entrada de frentes de obras paliativas. É o asfalto eleitoral chegando para valer.

Aldenor Junior é jornalista. 

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