Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Planalto publicou nota nesta sexta-feira (29), sobre a mudança de classificação que será dada pelos EUA às organizações e facções criminosas do Brasil, afirmando que o Brasil é uma nação soberana e que o combate ao PCC, ao Comando Vermelho, às demais facções e às milícias é prioridade permanente do Estado brasileiro. O texto defende que essas organizações causam terror nas comunidades para lucrar com crimes como tráfico de drogas e armas, mas sustenta que isso não deve ser confundido com terrorismo internacional de motivação ideológica, política ou religiosa. Também critica integrantes da família Bolsonaro e aliados por, segundo a nota, recorrerem a autoridades estrangeiras para estimular interferência em assuntos internos do país.

O posicionamento destaca que o governo brasileiro aprovou uma legislação mais dura contra facções e milícias, com penas que podem chegar a 80 anos, e conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”. A nota defende a cooperação internacional, inclusive com os Estados Unidos, especialmente em inteligência, combate à lavagem de dinheiro e controle do tráfico de armas, mas rejeita medidas unilaterais estrangeiras que possam afetar a soberania, dificultar a troca de informações entre polícias, atingir a economia brasileira, inclusive inovações nacionais como o PIX, e colocar em risco pessoas sem ligação com o crime.

Confira a nota completa: 

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