Foto: Cabana, dirigido por Adriana de Faria/Divulgação

O governo lançou oficialmente no sábado (30) a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro, que tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional. Para acessar entre no link: https://telabrasil.cultura.gov.br/

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, e vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br.

No lançamento do streaming, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos.

“[A Tela Brasil} vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”

O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos gerados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional.

“O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.

Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.

Acervo da nova plataforma

O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade.

A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.

Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:

  • 267 curtas-metragens;
  • 139 longas-metragens;
  • 85 médias-metragens ou telefilmes;
  • 64 obras seriadas.

Três filmes sobre o Pará e a Amazónia na Tela Brasil

ERVAS E SABERES DA FLORESTA – Direção de Zienhe Castro

Os saberes, o cultivo e as práticas tradicionais do uso de ervas medicinais da floresta amazônica buscam assegurar o reconhecimento das guardiãs desses conhecimentos ancestrais. A narrativa parte da origem das ervas, revelando que a Amazônia abriga soluções e fórmulas de vida e morte que resistem no século XXI. O percurso atravessa municípios longínquos até chegar à capital paraense, desaguando no Ver-o-Peso, onde se manifesta a cultura milenar da floresta.

CABANA – Direção de Adriana de Faria

Em uma cabana na floresta amazônica, duas mulheres ligadas ao movimento da Cabanagem têm seus destinos entrelaçados e precisam escapar antes que sejam descobertas pelas autoridades.

IDADE DA ÁGUA – Direção de Orlando Senna

Com a participação das paraenses Dira Paes, Gaby Amarantos e Jorane Castro, “Idade da Água” é um filme híbrido, um documentário ficcional, que traz um alerta sobre a questão da falta d’água no planeta e a cobiça internacional da Amazônia, o maior reservatório de água doce do planeta.

Com informações da Agência Brasil.

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