Nova ferramenta rompe barreiras geográficas e amplia o acesso à cultura nas galerias do Centro Cultural Banco da Amazônia. Foto: Divulgação

Já imaginou percorrer memórias, fotografias e exposições de arte sem sair de casa? Essa é a proposta do novo tour virtual 360° do Centro Cultural Banco da Amazônia. Disponível gratuitamente, o serviço oferece uma visitação imersiva e detalhada, permitindo explorar todos os ambientes do espaço e conferir as mostras em cartaz com total liberdade e comodidade.

O tour virtual está disponível através do site (https://3603d.com.br/tour-virtual-centro-cultural-banco-da-amazonia/). A navegação contempla desde o hall de entrada até as três galerias do Centro Cultural, contando com legendas e identificação das exposições em cartaz. Além da navegação manual, o visitante pode optar pelo modo autoplay, que conduz o passeio automaticamente pelos ambientes.

Para o gerente do Centro Cultural Banco da Amazônia, Geraldo Monteiro, o novo serviço representa um avanço na democratização do acesso às artes. Segundo ela, “o lançamento deste tour virtual amplia o acesso à cultura em nossa região. Acreditamos que a arte deve romper barreiras físicas e geográficas, tornando-se um patrimônio disponível a todos. Com essa inovação, garantimos que a riqueza cultural abrigada em nosso Centro Cultural não seja restrita àqueles que podem nos visitar presencialmente, mas que alcance cada cidadão, proporcionando uma experiência imersiva que atua na transformação e valorização da memória artística brasileira”.

Exposições disponíveis pelo tour

A “Futebol — Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia” celebra a tradição do humor gráfico no Brasil, reunindo 69 obras de 23 artistas de diferentes regiões do país. Com foco em charges, cartuns e caricaturas, a mostra propõe um olhar crítico e bem-humorado sobre o futebol, tratando-o como um fenômeno cultural que mobiliza afetos e identidades coletivas profundamente enraizadas no cotidiano amazônico e brasileiro.

A exposição “Trabalhadores”, do renomado fotógrafo Sebastião Salgado, traz a Belém um recorte de 149 fotografias documentais que registraram diferentes formas de trabalho manual ao redor do mundo, como pescadores na Sicília e garimpeiros em Serra Pelada. Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, a mostra funciona como um tributo ao esforço humano e, mesmo capturada há décadas, mantém uma atualidade marcante ao confrontar o público com as profundas transformações do mercado global de trabalho.

“Trajetórias — Arte Contemporânea Paraense (1959-2026)” já não está mais em cartaz presencialmente, mas, por meio do tour virtual, o público ainda pode apreciar esse panorama abrangente de mais de seis décadas de produção artística do estado, que reúne obras de mais de 120 artistas. Organizada em três eixos curatoriais — Raízes, Rupturas e Confluências —, a exposição utiliza pinturas, instalações e performances para evidenciar a força da visualidade amazônica, consolidando-se como um campo de encontros que valoriza a experimentação e a resistência artística local.

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