Estado passou da sexta para a nona colocação entre as redes estaduais. Foto: Divulgação
A educação básica brasileira apresentou avanço em todas as etapas avaliadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025, divulgado nesta quarta-feira, 5 de agosto, pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
No Pará, as notas também cresceram, mas o estado perdeu três posições no ranking nacional do ensino médio, com índice de 4,4 no ensino médio da rede estadual do Pará, passando da 6° colocação, alcançada em 2023, para a 9°.
Em 2023, o Pará registrou um movimento no mínimo peculiar, saltando da penúltima para a sexta posição entre as redes estaduais no ensino médio. Educadores e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do estado denunciaram estratégias do governo Helder Barbalho (MDB) para aumentar o índice através da alteração no sistema de avaliação para um modelo organizado por ciclos. No ensino médio, os estudantes passaram a poder ser reprovados apenas no terceiro ano.
Isso foi determinante, porque o Ideb não é calculado apenas com a prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O índice resulta da combinação entre a aprendizagem em português e matemática e o fluxo escolar, representado pelas taxas de aprovação. Dessa forma, uma rede pode elevar o Ideb ao reduzir a reprovação, mesmo que o desempenho dos estudantes nas provas avance pouco.
Seundo o professor do IFPA e doutorando da USP, Felipe Garcia Passos, a nota paraense relacionada ao desempenho no Saeb teria passado de aproximadamente 4,0, em 2021, para 4,3, em 2023. Considerando somente a aprendizagem, o Pará ocupava a 16ª posição nacional e continuava abaixo da média brasileira.
Segundo o cálculo apresentado por Felipe, caso o Pará tivesse mantido a taxa de fluxo da avaliação anterior, o Ideb de 2023 seria próximo de 3,4, e não 4,3. Nesse cenário, o estado permaneceria entre as últimas colocações do país
Brasil avança
No conjunto das redes públicas e privadas, o Ideb brasileiro subiu nas três etapas da educação básica. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média nacional chegou a 6,3. Nos anos finais, passou para 5,3, enquanto o ensino médio avançou de 4,3 para 4,5.
Quando são consideradas todas as redes de ensino – municipais, estaduais, federais e privadas -, o Pará registrou Ideb de 5,6 nos anos iniciais do ensino fundamental, abaixo da média brasileira de 6,3. O estado teve o segundo pior desempenho do país nessa etapa, à frente apenas do Amapá, que marcou 5,5.
Nos anos finais do ensino fundamental, o Pará alcançou 4,8, também abaixo da média nacional de 5,3. O resultado colocou o estado entre os desempenhos mais baixos do país, ao lado de Rondônia e Sergipe.
No ensino médio, considerando todas as redes, o Pará chegou a 4,6, ligeiramente acima da média nacional de 4,5. Ainda assim, ficou atrás de Paraná, Piauí, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais.
Criado em 2007, o Ideb é calculado a cada dois anos e varia de zero a dez. O indicador combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) com as taxas de aprovação registradas no Censo Escolar.








