Foto: divulgação/Ponto de Pauta

Em nota divulgada neste fim de semana nas redes sociais, a Associação dos Servidores do Hospital de Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM da 14), em Belém, repudiou os “constrangimentos, assédios e medidas” adotados pela gestão de Igor Normando (PSDB) contra trabalhadores da unidade.

Eles afirmam que as mudanças estariam ocorrendo “sem transparência, sem diálogo e sem considerar o bem-estar e as condições de trabalho”, aumentando a tensão interna em uma unidade que já enfrenta uma série de problemas estruturais e de atendimento.

A associação cobra que a direção do hospital apresente formalmente os critérios utilizados para definir as realocações e exige o fim de qualquer prática considerada desrespeitosa ou incompatível com a dignidade do servidor público. “Pedimos respeito. Pedimos diálogo”, destaca o manifesto.

As denúncias se somam a um cenário de crise no PSM da 14 e na saúde do município. Recentemente, o Ministério Público Federal obteve na Justiça a condenação da Prefeitura de Belém para corrigir graves falhas estruturais, sanitárias e assistenciais na unidade, incluindo problemas relacionados à falta de insumos básicos e à manutenção inadequada de equipamentos.

Em janeiro, a Justiça Federal decidiu impedir o fechamento e a privatização do PSM da 14, determinando a manutenção do atendimento na unidade, após denúncias de servidores, usuários e movimentos sociais sobre o processo de esvaziamento do hospital e a proposta da atual gestão de transferir parte dos serviços para a iniciativa privada.

Confira a nota completa: 

NOTA DE REPÚDIO

Os servidores do HPSM Mário Pinotti manifestam seu apoio à Associação dos Servidores e vêm a público repudiar os recentes constrangimentos, assédios e medidas que vêm afetando os trabalhadores da instituição.

Primamos pelo diálogo, pelo respeito e pela construção coletiva. Entretanto, não podemos aceitar realocações e transferências entre setores realizadas sem transparência, sem diálogo e sem considerar o bem-estar e as condições de trabalho dos servidores.

Repudiamos, especialmente, transferências determinadas sem a devida formalização por portaria ou ato administrativo, bem como qualquer forma de desrespeito, constrangimento ou tratamento incompatível com a dignidade do servidor público.

Solicitamos que a Direção justifique formalmente os critérios adotados para as realocações e transferências, garantindo transparência, respeito e segurança aos trabalhadores.

PEDIMOS RESPEITO. PEDIMOS DIÁLOGO.
PEDIMOS QUE OS DIREITOS E O ESTATUTO DOS SERVIDORES SEJAM RIGOROSAMENTE RESPEITADOS.
SERVIDOR RESPEITADO É SERVIDOR VALORIZADO.

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