Candidata ao Governo do Pará participou de ato na Praça da República neste domingo e criticou políticas do atual governo estadual – Foto: reprodução/PSOL

A candidata ao Governo do Pará pela Federação PSOL/Rede, Araceli Lemos, participou na manhã deste domingo (16) da caminhada “Largada Ara do Pará e Lula do Brasil”, realizada na Praça da República, em Belém. O ato reuniu candidatos da federação, apoiadores e militantes em defesa dos direitos das mulheres, do acesso à água de qualidade e do fim da escala 6×1.

Durante o discurso, Araceli afirmou que a candidatura representa, no Pará, o projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu vim aqui para dizer à população do estado do Pará que aqui está o time do Lula e que não temos vergonha disso”.

A candidata também criticou setores que, segundo ela, têm influência sobre as decisões políticas e econômicas do estado. Araceli afirmou que seu projeto representa uma alternativa ao modelo que, em sua avaliação, privilegia interesses do agronegócio e da mineração em detrimento da preservação da Amazônia.

É o seu voto que elege, não a pesquisa, diz Araceli.

“Eles se abraçam com o agronegócio, com os mineradores, com quem destrói a Amazônia. Nós estamos aqui porque temos uma necessidade histórica. Não é uma vaidade pessoal”, afirmou.

Araceli também fez críticas à política ambiental do governo estadual e mencionou a atuação do Pará durante a COP30. Segundo ela, o discurso de defesa da Amazônia precisa estar acompanhado de ações permanentes de proteção da floresta.

Mulheres no centro da caminhada

A violência contra as mulheres foi uma das principais pautas do ato. Araceli afirmou que sua candidatura pretende colocar o enfrentamento ao feminicídio como prioridade e voltou a defender o funcionamento das delegacias 24 horas.

“Eu marcho pelo direito das mulheres desse estado. Não podemos aceitar que as delegacias não funcionem 24 horas. Nós somos candidatos para ter delegacia aberta 24 horas nos 144 municípios do Pará e para sermos tolerância zero contra o feminicídio”, declarou.

Durante a fala, a candidata citou um aumento de 24% nos casos de feminicídio no Pará, atribuindo o dado ao cenário de violência enfrentado pelas mulheres no estado.

A proposta apresentada por Araceli prevê a ampliação do atendimento especializado e de políticas de prevenção à violência contra as mulheres, além da criação de mecanismos de proteção e autonomia para vítimas.

Água, energia e serviços públicos

Outro eixo do discurso foi o acesso a serviços básicos. Araceli criticou o modelo de gestão do saneamento no estado e afirmou que a população não percebeu a melhoria prometida no abastecimento de água.

“Privatizaram a Cosanpa com a promessa de que ia melhorar a água do paraense. E sabe o que aconteceu? Piorou”, afirmou.

A candidata também relacionou a pauta da água à cobrança de tarifas e às condições de vida da população paraense.

“Essa caminhada é de quem não concorda em pagar a maior tarifa de energia elétrica, de pagar uma água sem qualidade”, disse.

Araceli defendeu ainda o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e da educação pública, além da valorização dos trabalhadores.

“É o voto que elege”

Ao falar sobre a disputa eleitoral, Araceli também fez referência às pesquisas de intenção de voto e defendeu que o resultado da eleição será definido pela população nas urnas.

“É o seu voto que elege, não a pesquisa”.

A candidata encerrou sua participação reafirmando que pretende manter uma campanha baseada na presença nas ruas e no contato direto com a população. A caminhada deste domingo marcou o início de uma agenda de mobilização que terá como principais bandeiras a defesa das mulheres, dos serviços públicos, do meio ambiente, do acesso à água de qualidade e dos direitos dos trabalhadores.

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