Na sombra de uma democracia adoecida, Renan Santos, do Missão, parece ridículo e desequilibrado. Exatamente como Bukele, Milei e de la Espriella. Foto: Reprodução Band

Por Aldenor Júnior

Renan Santos não pode ser tratado como alguém que joga nas “quatro linhas” da disputa democrática. Esse é o maior pecado, normaliza-lo como se suas teses fascistoides possam conviver sob as regras do Estado Democrático de Direito.

Não, Renan presidente – três batidas na madeira, por favor – equivale a se nomear Fernandinho Beira-Mar para presidente do STF.

Este jovem de extrema-direita promete um banho de sangue (contra os pobres, é claro). Afirma categoricamente que não cumprirá decisões do STF com as quais não concorde. É misógino e reúne em seu apodrecido livro amarelo uma coleção de sandices que deveria ser suficiente para lhe impor algumas décadas em regime fechado em uma penitenciária de segurança máxima.

Mas, nesse Brasil turbulento e insensato, parte da elite financeira o trata como algo sério, respeitável. Ainda mais quando ouve a cantilena de sempre do desejado ajuste fiscal selvagem.

Vade de retro! Que o Brasil não se deixe seduzir por esse canto da necropolitica embalado em dancinhas do Tik-Tok.

Aldenor Junior é jornalista. 

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