Marinor Brito e Vivi Reis afirmam que medida amplia perdas do funcionalismo municipal, que acumula dois anos sem reajuste salarial. Fotos: Reprodução

As vereadoras Marinor Brito e Vivi Reis, do Psol, criticaram a decisão de Igor Normando (PSDB) de suspender o pagamento do auxílio-transporte dos servidores municipais em situações como faltas justificadas e licenças para tratamento de saúde.

A medida consta no Ofício Circular nº 72/2026, expedido pela Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão (Segep) na última quinta-feira (27). A determinação ocorre após levantamentos realizados pelo Instituto Áquila de Gestão, consultoria contratada pela gestão do prefeito Igor Normando por R$ 4,69 milhões para atuar, entre outras áreas, na auditoria da folha de pagamento e revisão de instrumentos de carreira.

Para as parlamentares, a nova medida se soma a uma política de corte de direitos que vem atingindo o funcionalismo municipal, enquanto os trabalhadores seguem sem reajuste geral dos salários.

Marinor: “Merece reajuste e não mais cortes”

Marinor Brito criticou especialmente o contraste entre a contratação milionária da consultoria e a suspensão do benefício dos trabalhadores. A vereadora destacou que a determinação alcança inclusive faltas justificadas e licenças para tratamento de saúde.

“Quem sustenta a máquina pública que atende o cidadão todos os dias merece reajuste e não mais cortes”, declarou Marinor, que também cobrou explicações do prefeito. “Vou continuar cobrando essa gestão. E vou continuar do lado de quem trabalha pela nossa cidade. Prefeito Igor Normando, o povo quer explicação.”

Vivi Reis acusa gestão de desvalorizar servidores

Vivi Reis também relacionou a decisão à situação salarial do funcionalismo e fez críticas à condução da política de pessoal pela atual administração.

“Igor Normando não cansa de demonstrar seu desprezo pelos servidores públicos. Agora, a Prefeitura de Belém suspendeu o vale-transporte em caso de falta justificada e licença saúde”, afirmou.

Para a vereadora, a medida agrava a situação dos trabalhadores diante da ausência de reajuste salarial. “É um corte que atinge duramente trabalhadores que já estão com salários defasados por dois anos sem reajuste. Os servidores públicos precisam ser respeitados e valorizados. Chega das maldades do Igor!”, declarou.

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