Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor na Assembleia do Rio, Queiroz, que gerenciava o esquema das rachadinhas, desviando salários de assessores. Foto: Reprodução
Rachadinha, repasse de R$ 75 milhões do Banco Master, relação com o Careca do INSS, um dos principais investigados no esquema de descontos irregulares de aposentados e pensionistas: Flávio Bolsonaro e integrantes de sua família aparecem ligados vários escândalos de corrupção, incluindo os esquemas que vem sendo investigados nos últimos anos.
Mas isso parece ter pouco peso para seu eleitor. É o que afirma a cientista política Mayra Goulart, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
“A corrupção cola menos sobre a família Bolsonaro”, afirma a pesquisadora, porque, em sua análise, a percepção sobre ética e idoneidade não é o principal elemento que determina o voto bolsonarista.
“O principal determinante do voto em Flávio Bolsonaro não é a percepção de que ele é um cara honesto, até porque, antes mesmo da campanha eleitoral, ele já tinha inúmeras evidências de corrupção na sua vida: rachadinha no Rio de Janeiro, movimentação de dinheiro vivo, a compra de uma mansão milionária em Brasília, e nada disso foi capaz de interromper a transferência de voto de Jair Bolsonaro, que está preso, para ele. Porque aquilo que faz o eleitor votar em Flávio Bolsonaro é menos uma percepção positiva sobre ele do que o antipetismo”, afirma.
Na avaliação da cientista política, a disputa eleitoral será definida na reta final pelos eleitores que ainda não se identificaram com nenhum dos polos. “Esse eleitor que ainda não está determinado, que ainda não escolheu, ele é um eleitor desconectado da política. Ele não está recebendo informação, se empolgando com a campanha eleitoral. Ele é um eleitor que está afastado”, aponta.
Com informações do Brasil de Fato.








