Artistas e produtores e fazedores culturais relatam sala quente, falta de cadeiras, ausência de microfone e documentos incompletos durante convocação realizada pela Secretaria Municipal de Cultura. Foto: Instagram Leonel Ferreira
Desorganização, calor, falta de cadeiras e até documentos incompletos marcaram a convocação de artistas e produtores culturais selecionados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) para assinatura dos Termos de Execução Cultural na sede da Secretaria Municipal de Cultura de Belém (Secult), nesta quinta-feira (1º).
Relatos publicados nas redes sociais descrevem uma situação de precariedade durante o procedimento. Segundo os participantes, o espaço disponibilizado não comportava adequadamente o número de convocados e não havia estrutura de som para organizar o atendimento. Sem microfone ou caixa de som, os nomes dos contemplados teriam sido chamados aos gritos para a assinatura dos documentos.
“A programação aconteceu numa sala quente, com cadeiras insuficientes para o público presente. Com atraso e sem a menor organização, os selecionados foram chamados aos berros para assinar o termo”, relatou Leonel Ferreira, em um post no Instagram.
Também não havia estrutura adequada para pessoas que demandavam atendimento prioritário. Uma das participantes afirmou que havia idosos, mães com crianças de colo e pessoas com deficiência esperando para serem atendidos.
Outro artista classificou a situação como “total falta de respeito” e associou o episódio à desorganização da atual gestão municipal na área cultural.
As reclamações não ficaram restritas às condições físicas do espaço. Um dos contemplados afirmou que não havia termos impressos em quantidade suficiente para todos os convocados e que alguns dos documentos entregues estavam incompletos.
“Não tinha sequer termos de adesão para todos os convocados e os poucos que haviam sido impressos ainda faltaram páginas”, escreveu.
Edital prevê 136 projetos
Os termos fazem parte da execução municipal da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, política criada pela Lei Federal nº 14.399/2022, como mecanismo permanente de financiamento do setor cultural, com transferência de recursos da União para estados, Distrito Federal e municípios.. A primeira fase da PNAB em Belém contempla 136 projetos culturais e 50 Mestres e Mestras da Cultura Popular.
Embora os editais sejam executados pela Prefeitura de Belém, os recursos da PNAB são provenientes do Governo Federal: para Belém são mais de R$ 4,6 milhões destinados para os projetos.








