O senador teria deixado o país mesmo com ordem do STF que o proibia de viajar; parlamentares da base de Lula acionaram a PF para apurar quem organizou, financiou e facilitou a saída. Foto:reprodução
A Polícia Federal (PF) investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, recebeu ajuda para deixar o Brasil.
Segundo relatos feitos à CNN Brasil, a suspeita é de que o senador fluminense tenha contado com o suporte de empresários e políticos de direita para organizar a fuga. Parlamentares da base do governo Lula acionaram a PF para investigar quem organizou, financiou e facilitou a saída do senador do país, mesmo diante de uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibia de deixar o território nacional.
Para apurar o caso, os investigadores buscam identificar os proprietários dos carros e aviões utilizados no transporte do senador até os Estados Unidos. Agentes policiais não descartam solicitar quebras de sigilos telemáticos e telefônicos para esclarecer em detalhes o plano de fuga.
De acordo com as informações, Flávio Bolsonaro viajou inicialmente para a fronteira entre Brasil e Argentina. No país vizinho, embarcou em um avião que fez escala no Equador para reabastecimento e, em seguida, seguiu para os Estados Unidos.
A PF já monitorava uma ameaça de fuga antes mesmo do resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Conforme relatos feitos à CNN, o esquema teria o endosso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do advogado e empresário Willer Tomaz — os dois últimos estariam nos Estados Unidos.
A possibilidade de deixar o Brasil em caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também era cogitada por outros dirigentes bolsonaristas, temendo prisões determinadas pelo STF. Por isso, horas após o resultado do segundo turno, no domingo (25), o ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes do candidato do PL à sucessão presidencial.
A PF investiga ainda o envio de recursos para fundos estrangeiros, provenientes da arrecadação com o filme “Dark Horse”, que faria parte de um plano de sobrevivência no exterior. Por esse motivo, o senador fluminense é alvo de dois inquéritos na Polícia Federal por suspeita de evasão de divisas — o segundo deles relacionado ao envio de dinheiro por meio de negócios com Willer Tomaz.
Com informações da CNN Brasil








