Patrícia Queiroz (PP) divulgou a retratação nas redes sociais após determinação da Justiça do Trabalho em ação do MPT-PA/AP; post teve área de comentários bloqueada. Foto: reprodução
A vereadora de Belém Patrícia Queiroz (PP) publicou, na noite desta quinta-feira (29), uma retratação nas redes sociais após determinação da Justiça do Trabalho. A decisão foi concedida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT-PA/AP), que questiona publicações relacionadas à discriminação de trabalhadores por posicionamento político.
Pastora e cantora cristã, a parlamentar, alinhada politicamente ao bolsonarismo, gerou revolta nas redes sociais ao compartilhar publicações que sugeriam a empresários a demissão de funcionários que manifestaram apoio à reeleição do presidente Lula (PT), que obteve 468.891 votos na capital paraense. Diante da repercussão negativa, a vereadora retirou o conteúdo de suas redes.
Na postagem em que divulgou a retratação, Patrícia Queiroz bloqueou a área de comentários. Na nota, a vereadora declarou que os empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos, independentemente de partido ou orientação política. Pela determinação judicial, ela deverá publicar o comunicado nas redes sociais em até seis horas após a notificação; o descumprimento prevê multa diária de R$ 50 mil.
Confira a nota na íntegra:
“Atenção.
Em cumprimento à DETERMINAÇÃO JUDICIAL PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, AJUIZADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO (MPT), declaro publicamente que empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política.
Assim sendo, torna-se proibida veementemente aos empregadores a adoção de quaisquer medidas de caráter retaliatório, seja por constrangimento, ameaça ou perda do emprego”.








