Fiocruz alerta sobre medidas de proteção, mesmo com queda de mortes; Alepa prorroga estado de calamidade em Belém

Apesar de muitas pessoas em circulação já terem sido imunizadas, as vacinas não previnem completamente a infecção ou a transmissão do vírus, alerta o documento. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP)

O Boletim Observatório Covid-19, divulgado nessa quinta-feira (07/10) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que o sucesso da vacinação na prevenção das formas graves e fatais da doença se reflete na redução do número de casos e óbitos, e ainda, na estagnação da taxa de ocupação de leitos de UTI para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS), em patamares baixos na maioria dos estados.

Os pesquisadores da Fiocruz consideram, no entanto, que a população deve ter prudência e continuar usando máscara e mantendo as demais medidas preventivas, como higienização das mãos, distanciamento social e uso de álcool em gel, para bloquear a circulação do vírus.

Alerta – Apesar de muitas pessoas em circulação já terem sido imunizadas, as vacinas não previnem completamente a infecção ou a transmissão do vírus, alerta o documento. Por isso, a recomendação dos especialistas é que, até que o país alcance um patamar ideal de cobertura vacinal, estimado em torno de 80%, as medidas de distanciamento físico e prevenção, bem como a adoção do passaporte vacinal, devem ser mantidas.

Mortalidade – A mortalidade por covid-19 no país, atualmente, gira em torno de 500 casos por dia. O boletim sinaliza queda expressiva em comparação ao pico registrado em abril, quando foram notificados mais de 3 mil óbitos diários. Mas apesar da retração, os números ainda demonstram que a transmissão permanece, bem como a incidência de casos graves que exigem cuidados intensivos.

Leitos de UTI – O boletim informa que na maioria dos estados, de acordo com dados coletados no dia 4 de outubro, as taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos no SUS apresentam relativa estabilidade, com índices inferiores a 50%. O Espírito Santo, entretanto, se mantém na zona de alerta intermediário desde 20 de setembro e constitui a exceção mais preocupante, porque apesar da manutenção no número de leitos, a taxa de ocupação é de 75%. O Distrito Federal, por sua vez, voltou à zona de alerta crítico, com 83%, depois de semanas promovendo a retirada de leitos covid-19.

Capitais – Entre as capitais, o Distrito Federal (83%) está na zona de alerta crítico, segundo o boletim da Fiocruz, e quatro estão na zona de alerta intermediário: Porto Velho (65%), Vitória (73%), Rio de Janeiro (65%) e Porto Alegre (63%). Estão fora da zona de alerta 22 capitais: Rio Branco (2%), Manaus (52%), Boa Vista (45%), Belém (8%), Macapá (12%), Palmas (27%), São Luís (21%), Teresina (37%), Fortaleza (26%), Natal (25%), João Pessoa (14%), Recife (50%), Maceió (45%), Aracaju (16%), Salvador (24%), Belo Horizonte (50%), São Paulo (40%), Curitiba (57%), Florianópolis (44%), Campo Grande (31%), Cuiabá (33%) e Goiânia (42%).

Estado de Calamidade: Apesar de indicadores positivos, a guerra contra a covd-19 ainda não foi vencida

A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou, durante sessão ordinária realizada na última terça-feira (5), os decretos legislativos de prorrogação do Estado de Calamidade Pública no município de Belém, e ainda em Santa Izabel do Pará, na região metropolitana, e em Altamira, na região sudoeste.

O pedido do prazo na capital paraense foi publicado oficialmente no Diário Oficial pelo prefeito Edmilson Rodrigues, por considerar a necessidade da continuidade de prestação dos serviços de saúde, especialmente, ainda em caráter emergencial.

A decisão da Alepa prorrogou por mais seis meses o Estado de Calamidade, em razão da epidemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19), e considera, ainda, a situação de Emergência em Saúde Pública com natureza internacional – ESPIN, em todo território brasileiro; e a decisão cautelar do Supremo Tribunal Federal, que estendeu a vigência das medidas sanitárias preventivas e curativas para combater a pandemia. Pelo Decreto, o estado de calamidade vai ser prorrogado por 180 dias, a contar de 06 de setembro deste ano, até 05 de março do ano que vem.

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