Assistentes sociais e psicólogos vão atuar nas escolas de Belém

A Prefeitura de Belém começa a por em prática a Lei 13.935/2019, que determina a inserção dos profissionais da psicologia e de serviço social para auxiliar no ensino-aprendizagem no ambiente escolar. A Secretaria Municipal de Educação (Semec), por meio da Coordenação Integrada de Educação e Saúde (Cines), é a responsável em fazer cumprir a legislação, a partir do projeto piloto “Cuidar de quem Educa”.

O pontapé inicial foi dado nesta terça-feira, 16, com a apresentação do projeto piloto aos servidores da rede de ensino da capital. Os encontros ocorrerão por distrito e o primeiro foi realizado na Escola Municipal Donatila Lopes, localizada em Mosqueiro, com a participação de profissionais que atuarão no projeto.

Segundo a responsável pela Cines, Camila Malcher, nesta primeira fase da implantação do projeto o objetivo é auxiliar na reinserção de profissionais da educação ao convívio social, uma vez que a pandemia da covid-19 forçou o distanciamento social, com a suspensão das aulas presenciais. Com a reabertura das escolas, a ideia é valorizar os profissionais e auxiliar na integração com alunos e famílias.

“Tivemos que repensar o papel e a importância da escola como espaço de acolhimento, escuta, convívio e sociabilidade para a retomada da vida coletiva. Neste processo mútuo de integração é preciso ressignificar as experiências dentro escola, ou seja, o processo de ressocialização”, ressalta Camila.

Reuniões distritais – Por meio do método integração-ação, serão repassadas nas reuniões distritais como serão desenvolvidos pelos psicólogos e assistentes sociais, a partir de protocolos de acolhimento, escuta ativa, comunicação com a comunidade, estratégias criativas para prevenir questões emocionais e informar os atendimentos disponíveis na rede pública de saúde.

“Por causa da pandemia, os profissionais da educação enfrentaram também a limitação de recursos para ministrar as aulas não presenciais, o excesso e dificuldade de uso de tecnologia e plataformas digitais, além de problemas financeiros e adoecimentos de familiares trazendo consequências para a saúde mental das pessoas”, informa Camila, revelando a necessidade do acompanhamento de profissionais de psicologia e serviço social na rede de ensino.

Nesta fase, 11 profissionais contratados entre psicólogos e assistentes sociais vão trabalhar em equipes multidisciplinares, para a construção de uma educação socialmente referenciada. Após a efetivação da lei no município, serão contratados mais profissionais via concurso público.

Educadores – “Precisando muito dessa equipe multidisciplinar, porque as demandas pedagógicas vão além do convívio em sala de aula com o aluno. Temos necessidade de demandas assistenciais e com a ajuda desses profissionais esperamos somar ainda mais, não apenas com formações”, comentou o coordenador pedagógico, Willames Paulo Trindade, da escola Lauro Chaves, em Mosqueiro.

Após duas décadas de luta pela implementação e mobilização da Lei, organizada por profissionais das duas categorias, a psicóloga Bianca Nascimento relata “que é uma honra fazer parte do projeto”. “Enquanto profissional tenho grandes expectativas de contribuir de forma ética e humanizada na identificação e enfrentamento das demandas presentes no cenário escolar”.

A assistente social Joyce Kelly Costa comenta que “tenho uma expectativa pessoal, por ter um histórico familiar que trabalha com educação e profissional, porque seremos os pioneiros dentro desta proposta de inserção deste serviço nas escolas do nosso município”.

Retomada – Para retorna as aulas presenciais, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) junto à de Saúde (Sesma) realizou a imunização completa dos profissionais de educação e implantou o programa Guardiões para notificação e prevenir tanto casos de Covid-19 quanto outros adoecimentos.

Texto: Tábita OliveiraAgência Belém

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