33 anos do assassinato de João Batista

Texto de Pedro César Batista

O Brasil vive um de seus piores momentos da história, os fascistas chegaram ao poder pelo voto.Há 33 anos, em 6 de dezembro de 1988, às oito e meia da noite, o advogado de camponeses, João Carlos Batista, deputado estadual no Pará, chegava em sua residência, estava com a esposa e seus filhos, quando recebeu um tiro fatal na cabeça.

Batista, filho de camponeses, integrou a Comissão Nacional que organizou o Congresso de Reconstrução da UNE, em 79, em Salvador. Formou-se em Direito, em 1981, dedicou-se à luta contra a ditadura, o capitalismo e o latifúndio, à defesa da classe trabalhadora e do socialismo. Foi eleito deputado, em 86, teve uma atuação destacada ao unir a ação parlamentar com uma prática revolucionária, na mobilização e organização de camponeses e trabalhadores urbanos.

Batista sofreu três atentados. Em 85, ao lhe atacarem, acertaram seu pai, Nestor, que recebeu um tiro de cartucheira 20 na cabeça e ficou marcado para toda a vida; em 86, colocaram um caminhão sobre seu fusca, deixando-o, entre a vida e a morte, em uma UTI; em 1987, durante uma manifestação de 1º de maio, em Paragominas, os pistoleiros atacaram a bala a passeata; ocorreu um tiroteio com feridos dos dois lados. O pistoleiro que atirou em Nestor, em 85, estava entre os jagunços e foi justiçado pelo povo. Em 1988, conseguiram calá-lo.

As conquistas do povo brasileiro e da classe trabalhadora mundial são resultado da ação combativa de lutadores como Batista. Preservar a memória, o exemplo e os ideais dos melhores filhos do povo, que enfrentaram a violência e o poder de latifundiários e burgueses, inimigos da humanidade, é a garantia de manter acesa à luta pela plena dignidade humana. Batista, filho de camponeses, líder estudantil, advogado e deputado sempre será referência na luta pela verdadeira emancipação do trabalho e da classe trabalhadora, o socialismo.

A história de João Batista será contada no longa em produção, pela Trupe do Filme, João Batista, o combatente do povo.

João Batista, presente!

Deixe uma resposta